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Tendência: as pulseiras do momento

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O site da Vogue Paris apontou em julho deste ano a tendência dos “bracelets brésiliens”, aquelas pulseiras de pano ou feitas com miçangas, de aspecto bem artesanal e que podem ser encontradas até mesmo nos camelôs dos grandes centros de comércio popular.

Super tendência, essas pulseiras despontaram como o novo hi-lo da temporada e a atração sobre elas é fácil de explicar: corajosamente multicoloridas, as peças ainda têm grafismos e texturas artesanais que dão a dose certa de etnia a um look de verão. Ainda não aderiu? Então não perca tempo e invista já nessa idéia!

Peças de Claudia Savelli

Peça de “Hipanema”

Peças de Raphael Falci

Rainbow Link

Claudia Savelli

Para pensar: modelos adolescentes nas passarelas pode?

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A discussão sobre a carreira de modelo é um assunto delicado e que vira e mexe está em pauta. Além de ser uma profissão onde a rotatividade é enorme (a top de hoje pode não mais o ser amanhã etc) é uma profissão onde as meninas começam com 15 anos e, ao chegar perto dos 30, se não tiverem uma carreira bem administrada, precisam voltar seus focos para outras atividades.

E ao pensar que uma menina de 15 anos (para muitos uma criança ainda), consiga percorrer o sonho das passarelas, existem sacríficos que se mostram quase que obrigatórios: os estudos ficam para segundo plano, a adolescência passa sem ser aproveitada e, o mais grave, a saúde é maltratada na busca quase insana por uma aparência magra, cool para os padrões da indústria da moda. O que a maioria delas não sabe é que a profissão não é só glamour. Os salários no início da carreira não são astronômicos, há muita concorrência e muitos nãos são ouvidos pelas jovens, e se a ascensão por vezes é rápida, a queda também não costuma demorar.

 

Georgia May Jagger (à esquerda) e Daria Werbowy, respectivamente nas capas da Harper´s Bazaar e Vogue Paris (fevereiro/2012) representando o sonho dourado de muitas meninas que entram na carreira de modelo.

Assim, imaginar esse cenário para uma pessoa que está com quinze anos de idade, ainda no início da adolescência, pode parecer uma realidade dura demais para ser suportada e, de fato o é. O que pode ser feito para resguardar essas jovens de tal realidade? Os limites de faixa etária para a entrada de uma modelo no mercado da moda são válidos? Essas são discussões sem dúvida atuais e necessárias, considerando, sobretudo, o mercado internacional, onde meninas de 14 anos já aparecem ao lado de veteranas disputando os flashes e as atenções nas passarelas e no concorridíssimo mercado editorial.

Sobre essa discussão, o estilista Marc Jacobs a esquentou ao colocar na passarela de sua marca, durante a Semana de Moda de Nova York, pelo menos duas modelos menores de 16 anos, idade mínima recomendada (mas não obrigatória) pelo Conselho de Designers de Moda da América (CFDA), conselho do qual o próprio Jacobs  faz parte.

Segundo o designer em declaração ao “The New York Times” sobre o seu casting, ele faz a apresentação do jeito que acha que ela deve ser feita  e não do jeito que alguém lhe diga como ela tem que ser, e continuou afirmando que se os pais das modelos estão dispostos a deixa-las participar de um desfile, ele não enxerga motivos para que elas não subam na passarela. Marc Jacobs ainda lembrou do caso dos atores mirins, cujo trabalho em televisões e publicação de suas imagens em revistas são autorizadas e perfeitamente aceitas pelos seus pais.

Ondria Hardin (à esquerda) e Thairine Garcia na passarela de Marc Jacobs.

As duas modelos em questão, que renderam as discussões levantadas por Marc Jacobs,  são a norte-americana Ondria Hardin, top da campanha de inverno 2011/12 da Prada, e a brasileira Thairine Garcia, ambas de 14 anos. De acordo com o “The New York Times”, a Ford, agência que representa as duas tops, divulgou um comunicado afirmando que  as questões relativas à idade e à maturidade das modelos são levadas muito a sério, sendo que cada caso é trabalhado individualmente junto aos pais das meninas, para determinar se elas estão ou não prontas para a passarela. Será que tais pontos são tão cuidadosamente pensados mesmo?

Por aqui, nas duas semanas do calendário oficial da moda brasileira, o SPFW e o Fashion Rio, não é permitida a atuação de modelos menores de 16 anos. A Luminosidade, empresa por trás dos dois eventos, mesmo não sendo responsável pela contratação das modelos – o que é feito pelos estilistas diretamente com as agências — assinou em 2007 um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público se comprometendo a permitir a participação somente de modelos profissionais com idade igual ou superior a 16 anos.

Como disse no início deste post costuma ser recorrente. Prefiro não emitir minha opinião acerca do assunto. Há vários vieses envolvidos nessa questão e que precisam ser devidamente considerados. Mas e você, qual a sua opinião? Apenas a permissão dos pais é suficiente para uma menina de 14 anos? Que outras questões deveriam ser levadas em consideração?

Fotos: Reprodução

Campanhas de inverno/2012: Chanel

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As imagens das campanhas de inverno que vão estar nas páginas das principais revistas de moda em todo o mundo já começam a ser divulgadas. As mais recentes são da campanha de inverno/2012 da Chanel.

Com styling assinado por Carine Roitfeld, em um dos seus primeiros trabalhos desde que deixou o comando da Vogue francesa, nas fotos pode se ver a top Freja Beha, habituée das campanhas da maison e queridinha de Karl Lagerfeld (que aliás foi quem fotografou esta  campanha). Ela aparece como uma gata, só que estilizada pela Chanel. As famosas camélias da grife formam a orelha da felina. Em outras, Freja posou com uma frase escrita na testa, com um véu de renda preto que cobre seu corpo, e com uma máscara com o icônico logo da da marca. São bem visíveis todos toques de Carine, conhecida pelas imagens sensuais e provocativas com que ela sempre encheu as página da Vogue Paris quando foi a editora chefe da revista.

Em tempo: por falar em Carine, a ex-editora disse que agora está representando um cliente secreto e que suas peças vão aparecer em um editorial para a W assinado pela própria Carine.

Reflexões sobre o inverno/2011

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Editorial publicado na Vogue Japão, agosto/2011 e o clima sombrio e sexy

As edições de agosto das publicações de moda internacionais já estão começando a dar pinta pela net e nelas já é possível ter uma idéia de como vai ser tratado o inverno/2011. Separei aqui algumas das que mais me agradaram, entre as quais as Vogue Paris, Alemã e Italia.

É possível notar nessas publicações um certo ar sombrio e sexy bem colocado nas imagens. Nada a ver com apelação e excessos, mas tudo a ver com bom gosto e um excelente trabalho de styling, além do próprio clima pesado que dominou a última temporada internacional de moda, sobretudo em Paris. Ilustrando isso vale citar as coleções da Givenchy, Louis Vuitton e Miu Miu e , sobretudo as duas primeiras, nas quais eu destaco a pegada fetichista presente no jogo de mostra e esconde a partir do uso de transparências estrategicamente usadas em detalhes como vimos em alguns looks das coleções daquelas grifes. Ressalto também o aspecto austero, duro e, de certa forma, masculina, em algumas das criações  da Givenchy e Louis Vuitton.

Looks das coleções de inverno/11 da Givenchy (à esquerda) e Louis Vuitton (à direita).

Transparências e couro em um interessante e sexy jogo fetichista

Desfile da coleção de inverno/11 da Louis Vuitton em Paris

Se é verdade que a moda reflete os tempos atuais, é de se compreender o fato de ela não andar assim tão glamourosa, mesmo com o recrudescimento do comércio de artigos de luxo pós crise econômica mundial de 2008, como citam alguns estudos. Mas também, para que pensar em glamour em tempos tão conturbados como os nossos, onde ditaduras de muitas décadas estão sendo destronadas do dia para a noite no Oriente Médio e onde gênios da moda como Galliano caem em desgraça por seus excessos de auto-confiança e pileques?

Não é possível afirmar que tenha sido exatamente pelos motivos expostos acima que a última temporada foi assim tão única, apontando uma possível mudança na moda que de fato não ocorreu, tendo sido apenas sugerida pelos designers nas passarelas. Isso fica de certa forma bem clara quando nos remetemos à Balenciaga de outros tempos e suas formas estruturadas como armaduras, feitas para proteger quem as usasse das instabilidades e dúvidas que permeiam nossa realidade e imaginário na atualidade.

Editorial da Vogue Paris, agosto/2011: boas doses de austeridade e sensualidade

De forma deliciosamente irônica e até com boa dose de crítica, quem de certa forma conseguiu dar umas das mais interessantes interpretações acerca dos dias atuais foi Marc Jacobs na apresentação de sua coleção de inverno/2011. As modelos desfilando com chapéus amarrados por faixas na cabeça, a trilha sonora (Beautiful People, de Marilyn Manson) e o cenário (passarela toda espelhada com colunas alcochoadas em branco), espetacular!

Passando para Milão, se vimos uma grife de peso como a Prada desfilando todos os desejos consumistas femininos (animal prints, tons pastel, peles etc) em uma coleção delicada, cheia de frescor e naturalidade, de outro tivemos estilistas mais interessados em mostrar a dura realidade. À Prada coube a árdua, porém grata tarefa de nos fazer sonhar com um mundo a parte (thanks Miuccia!).

Editorial publicado na Vogue Italia, agosto/2011

Claudia Shiffer com ares de dominatrix em editorial da Vogue Alemã, agosto/2011

A procura por relações (nem sempre óbvias) entre a moda e a realidade é sempre uma tarefa árdua. Em tempos onde a velocidade domina tudo (até nossa forma de ver o mundo), não se deve esperar por novidades. Mais do que nunca a máxima que diz que “nada se cria e tudo se copia” tem feito sentido se aplicada a moda. Então, recriar, dar um novo enfoque àquilo que já fora desfilado em temporadas passadas continua valendo. Se o comprimento de uma saia ou de um vestido está maior agora é porque certamente esteve curto anteriormente, o que não significa dizer que houve uma necessidade imediata de se estabelecer um retorno aos looks mais comportados.

Contudo, para comprovar que nem tudo está perdido, Karl Lagerfeld conseguiu magistralmente traduzir os tempos atuais e os sentimentos. Ao levar para a passarela uma Chanel que desfilou em meio a um cenário sombrio e empoeirado, o kaiser expressou exatamente aquilo que ele afirmou: “o mundo é um lugar sombrio”. É sim monsieur Lagerfeld, o mundo é, ou melhor, tornou-se um lugar sombrio…

Imagens e vídeo: Reprodução

Kate Moss para a Vogue Paris maio/2011

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Nem precisa de muito texto para dizer que a Vogue Paris continua incrivelmente ousada em seus editoriais e ensaios de moda e que com uma top do peso de Kate Moss o resultado não poderia ter sido melhor.

Looks incríveis, muito carão e sensualidade na medida certa nas imagens clicadas pela dupla Mert & Marcus. A Vogue francesa (e Emmanuele Alt) acertou em cheio, mais uma vez!

Curta metragem fashion da Vogue Paris

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A edição comemorativa aos 90 anos da Vogue Paris, lançada em outubro passado trouxe como uma das suas estrelas a modelo Lara Stone, que posou para a capa e o recheio da publicação, em um dos principais editoriais da revista. Mas não foi apenas Lara Stone que brilhou.

Havia também naquela edição um ensaio unindo as tops Isabeli Fontana, Natasha Poly e Anja Rubik clicadas por Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin com styling assinado por Emmanuelle Alt. A partir desse ensaio a dupla de fotógrafos produziu um making off exclusivo para iPad e que somente agora veio parar na rede.

Na verdade o vídeo se parece muito mais com um curta e não com um making off e nele se vê o trio de modelos fazendo caras e bocas, “brincando” com vários clichês típicos dos ensaios e editoriais de moda. Os tais clichês presentes nesse trabalho de Inez e Vinoodh, não estão ali por acaso. Os próprios fotógrafos através do twitter fazem menção a isso: “Conte ali os clichês dos ensaios de moda”, escreveram eles.

É na verdade uma interessante metalinguagem, onde uma publicação de moda, através de um ensaio fotográfico, “fala” daquilo que as próprias revistas de moda normalmente costumam mostrar em seus ensaios. Algo interessante de se ver.

Vogue Paris, Isabeli Fontana e o faroeste fashion

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A primeira edição da Vogue Paris sob o somando de Emmanuelle Alt já está nas bancas e além da capa principal com Gisele Bündchen a revistra trás um editorial com Isabeli Fontana em clima de faroeste intitulado “Wanted!“.

As imagens são de David Sims e o styling é da própria Emmanuele Alt, algo que, aliás, ela costumava fazer (e bem!) antes de ser a editora chefe da publicação.