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Futebol e moda: alguns astros da Copa 2014 e seus estilos

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Em plena Copa do Mundo da FIFA, não há dúvidas de que o futebol é, mundialmente, o esporte mais popular. Do mesmo modo, não restam dúvidas de que uma verdadeira indústria bilionária gira em torno dele. Assim, como uma verdadeira fábrica de atletas estrelados, os jogadores possuem status de celebridade e brilham não só dentro do gramado, mas também fora dele.

Como toda celebridade, esses atletas buscam, cada vez mais, investir pesadamente em suas imagens e é aqui que entra a moda nessa história. Como não interessa brilhar apenas durante as partidas, já faz um tempo que eles se apropriaram do universo da moda, seja em campanhas, capas e editoriais de revistas etc. Um dos exemplos mais icônicos de jogador de futebol fashionista é o inglês David Beckham, famoso por seu estilo metrossexual e por seu apego à moda. Depois de se aposentar, ele começou a atacar como designer, assinando linhas de underwear para a H&M e roupas masculinas para a Belstaff.

Seja por influências vindas de Beckham ou não, a forma como alguns jogadores lançam mão da moda para compor seus looks chama a atenção e, assim, este post selecionou alguns atletas que, no quesito fashion, são tão bons quanto no esporte que praticam. Vamos a eles!

SAMUEL ETO’O – SELEÇÃO DE CAMARÕES

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Eto’o faz o estilo gangstar e usa muitas peles, sobretudos, chapéus. Tudo de grife. O seu gosto é por peças escuras e boas doses de irreverência.

 

CLAUDIO MARCHISIO – SELEÇÃO ITALIANA

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Marchisio faz o estilo tradicional com o uso de coletes, gravatas, malhas e até um lencinho no bolso do paletó. A jovialidade ficam por conta dos óculos moderninhos e dos cabelos para cima.

 

DANIEL ALVES – SELEÇÃO DO BRASIL

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O time brasileiro está muito bem representado no quesito fashion por Dani Alves. Ele faz o tipo que adora moda e não tem medo de ousar. Ternos coloridos, legging em animal print, botas, jaquetas e coletes, além de acessórios como braceletes, óculos escuros e seu já famoso par de brincos de brilhante fazem parte de sua produção.

 

DIDIER DROGBA – SELEÇÃO DA COSTA DO MARFIM

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Em se tratanto de moda é um dos mais discretos mas não menos estilosos. Ele aposta em paletós de apenas um botão e camisas impecáveis. Esbanja elegância seja com ternos coloridos ou com o sempre correto preto.

 

ANDREA PIRLO – SELEÇÃO DA ITÁLIA

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Pirlo é o mais velho deles e o que melhor sabe fazer uso das peças clássicas usadas de forma despojada. Autêntico italiano, ele completa o seu estilo com os cabelos bem cuidados e os óculos escuros. O atleta também já participou de campanhas de underwear para a Dolce & Gabbana, que veste os jogadores da Itália.

 

Fotos: Reprodução

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Moda, arte e suas relações íntimas

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Eu já escrevi um post aqui no blog onde discorri brevemente sobre as relações íntimas que existem entre a moda e as artes plásticas. Essa relação já vem de longe e continuam a pontuar as coleções. Exemplificando esse relacionamento, as últimas coleções de verão internacionais desfiladas recentemente, são uma boa demonstração disso.

Estampas que parecem ter sido copiadas de pinturas famosas, chamam a atenção por sua beleza e seu impacto, tanto visual quanto emocional, semelhante ao que as obras de arte causam nas pessoas. A fonte de inspiração dos designers de moda é, na maioria das vezes, algo bem pessoal e pinturas e fotografias podem dar vida a cartelas de cores que variam do pastel ao chocante, como visto em coleções de Primavera/Verão 2012 da Semana de Moda de Londres, com ênfase nas criações da estilista Mary Katrantzou, que para mim é a que melhor exemplifica essa relação (fotos abaixo).

Além de Katrantzou, outros designers/grifes que merecem ser citados por conseguirem através de seus trabalhos exemplificar nitidamente a relação entre moda e artes plásticas, são a Balenciaga e Alexander McQueen.

No caso da Balenciaga, essa relação se mostrou bem evidente na coleção de verão/2008, na qual as estampas dos modelos floridos remetiam às pinturas impressionistas de mestres como Monet e Renoir.

Alexander McQueen, merece ser citado pelo uso que fez da arte, sobretudo das pinturas multidimensionais para compor a estamparia dos looks de sua inesquecível coleção Platos Atlantis, em outubro/2009, elevada à vanguarda da moda.

Vamos ver alguns exemplos disso nas imagens abaixo?

Vestido da coleção de verão/2008 da Balenciaga e a inspiração na pintura impressionista aqui representada pela tela Water-Lilies, de Monet.

Look da coleção de verão/2009 de Alexander McQueen e a arte multidimensional do pintor Rassouli e sua tela Silent Echos.

Imagens: Reprodução

Marlene Dietrich: vanguardista fashion

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Há pouco tempo eu postei aqui no blog algo sobre a androginia na moda. Hoje, em uma sessão de cinema pra lá de especial, estive vendo algumas cenas da alemã Marlene Dietrich, que nos anos 30, foi a primeira atriz a usar roupas masculinas em um filme (“O Anjo Azul” – Der Blaue Engel, 1930),  justamente o filme a que assisti hoje e que imediatamente me remeteu às questões de gênero que sempre permeiam não só o cinema, mas também e, sobretudo, a moda, me inspirando a escrever este post.

No filme em questão, Marlene se apropria de roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking, com o intuito de provocar os homens ao erotizar as suas próprias roupas. Ela nem sabia, mas como que profeticamente, estava adiantando uma tendência que hoje é atemporal: a inspiração em looks masculinos para vestir as mulheres. O melhor exemplo dessa “profecia”, ao meu ver, foi o fato de que passados mais de 30 anos após “O Anjo Azul”, Yves Saint Laurent lança o smoking feminino e todo mundo comenta, se choca e se maravilha com a ousadia do mestre.

Imagens de moda são sempre inspiradoras, como inspiradoras o são as imagens de Marlene Dietrich e seu semblante feminino (mas com aquele quê de masculino) com suas sobrancelhas bem finas e o olhar lânguido, certamente um rosto que se eternizou e que tem  muito a ver  com a moda.

Fotos: Reprodução

A moda e suas correlações com a literatura nas criações de Ronaldo Fraga

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Ronaldo Fraga é um  dos estilistas mais festejados na atualidade e suas criações sempre chamam a atenção pela ousadia e criatividade que costumam levar às suas passarelas. Em mais um momento de grande sensibilidade e inspiração, desta vez foi em renomados autores da literatura nacional, como Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa que o estilista foi buscar as idéias para a criação de looks que brincam justamente com o fazer literário e com o que a palavra pode se traduzir na vestimenta das pessoas. O resultado disso pode ser visto na exposição “Moda e Literatura: quando se lê as roupas e vestem as palavras” que estabelece a proximidade entre moda e apropriação cultural, ou seja, a maneira como nos apropriamos das roupas para expressar quem somos, enfim, a nossa cultura.

No mercado de moda desde 1996, quando foi descoberto por um evento da MTV e Phytoervas, Ronaldo Fraga já faz parte do circuito de designers badalados que participam das fashion weeks brasileiras. Para ele, a ligação entre a moda e a literatura ficou mais evidente a partir de sua adolescência, com a leitura do livro “Brasil Nunca Mais”, organizado por Dom Paulo Evaristo Arns. “No livro, tinha um capítulo sobre a luta da estilista Zuzu Angel. Fiquei impressionado com aquilo. Era a primeira vez que via e entendia a moda como um instrumento que fosse além do vestir. Como sempre desenhei, foi por esta via que entrei neste universo”, explica o estilista.

Ronaldo afirma ainda que essa inspiração literária tem a ver com o modo como ele vê a moda.  “Moda é interpretação de texto e contexto antropológico, antropofágico, cultural, histórico e econômico. São muitas as leituras possíveis deste eficiente vetor de comunicação do nosso tempo. A literatura permite a criação de um universo imagético a partir da escrita do outro. Dependendo da forma que se lê, qualquer texto pode ser configurado numa narrativa de moda. A roupa é a escrita do tempo!” afirma Ronaldo Fraga.

O estilista também é autor de “Moda, Roupa e Tempo – Drummond”, onde o autor, por meio de suas ilustrações, apresenta em quais delas é possível haver a combinação com a poesia de Carlos Drummond de Andrade. Para Ronaldo Fraga, ver o mundo a partir da literatura é uma dádiva de quem foi alfabetizado com o hábito da leitura das obras de grandes escritores nacionais como Cecília Meireles, Mario de Andrade, Clarisse Lispector, Paulo Leminski e Manoel de Barros.

É a possibilidade de enxergar moda dentro de toda literatura. “Tem autores que no seu texto, explicitamente, nos oferecem um guarda roupa inteiro, como Machado de Assis, e outros que escondem a roupa em meio a palavras, como Paulo Leminski. Mas em toda escrita existe inspiração para se escrever roupas. Nas minhas coleções tenho sempre um livro referência, sendo o tema principal ou não”, conta.

A exposição “Moda e Literatura: quando se lê as roupas e vestem as palavras” faz parte da programação da XV Feira Pan-Amazônica do Livro e pode ser visitada até o dia 11 de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia em Belém do Pará no horário das 10 às 22 horas. Abaixo: Algumas criações de Ronaldo Fraga:

  

  

     

Nos detalhes dos looks, é possível perceber toda a genialidade do designer e a sua inspiração na literatura. Além das palavras e da imagem de Carlos Drummond de Andrade que compõem a estamparia dos tecidos utilizados na confecção dos vestidos, Ronaldo Fraga fez uso de materiais como páginas de cadernos para criar golas e até mesmo partes da saia de algumas de suas criações. Evocando a noite, seus mistérios, bem como o imaginário amazônico presente em muitas obras literárias regionais, o estilista não esqueceu de fazer referências a histórias como a da lenda da cobra grande. É sem dúvida um trabalho que merece ser apreciado.

Fotos: Leandro Borges

Moda, sexo e fetiche: relações recorrentes no universo fashion

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Após ver e ler acerca de alguns desfiles desta edição de verão/2012 do SPFW, fiquei muito motivado a postar sobre a relação entre moda, sexo e fetiche, uma vez que ela esteve presente nas passarelas da semana de moda paulista e é sempre recorrente no universo fashion, bem como na publicidade de moda, onde os exemplos que podem ser citados são diversos. Pois bem, coincidentemente, encontrei um post que o editor de moda Luigi Torre, do About Fashion, escreveu recentemente para a revista Catarina, na verdade um breve ensaio sobre as relações entre moda e fetiche. O texto, maravilhoso de se ler (leia-o aqui) serviu de base para este post no qual procurei focar minha análise sobre os desfiles das coleções de verão/2012 de Samuel Cirnansck e de Reinaldo Lourenço apresentados no SPFW.

A moda, assim como toda forma de expressão cultural, cria significados, constrói sentidos, posições de sujeitos, identidades individuais e de grupo, segundo Luigi Torre. Desta forma, ela pode ser entendia como reflexo da sociedade em um determinado momento histórico, refletindo o lado material da personalidade, bem como o da fantasia. Este último funciona como um meio através do qual são expressadas todas as forma de desejos e sonhos, dos lúdicos aos sexuais e nestes se insere a moda em suas relações com o fetiche.

Na época atual, quase todos os tabus em relação ao sexo foram extintos (quase todos!). Pelo menos em relação a moda feminina a sensualidade presente nos looks é bem tolerada. É, de certa forma, permitida que se explore o corpo da mulher através da moda e assim, pernas à mostra, decotes generosos, transparências etc, não são mais condenados como em outros períodos. No que diz respeito à moda masculina, bem como às campanhas publicitárias e o mercado editorial voltado a tal público, cito a Made in Brazil, como aquela que, de certa forma, transgride os antigos limites que dizem que a moda masculina (e consequentemente os ensaios e editoriais de moda masculinos etc) devem primar pela discrição, pela contenção de excessos na exploração do corpo e da sensualidade.

Ainda de acordo com Luigi Torre, nessa pegada fashion fetichista, corsets, vestidos ultra-justos, cintas-ligas, correntes, couro e vinil há tempos deixaram de fazer parte somente do universo sado-masoquista, integrando hoje o universo de idéias e tendências da moda global como ferramentas que traduzem poder, sedução e sensualidade. Enfim, cobrir e descobrir partes do corpo feminino são atitudes a que os estilistas lançam mão dependendo de qual parte daquele corpo é “eleito” como região erótica ou erotizada, tanto pela moda, quanto pela própria publicidade que também influencia e é influenciada por tais questões.

Mas, por que essa abordagem entre moda e fetiche? Isso é algo novo? Não caros leitores, isso não é nada novo e nem algo de inédito na moda. O que me fez enveredar por tal abordagem foi ver como os estilistas se apropriam de tal relação para compor aquilo que eles nos apresentam em suas coleções. Esta edição do SPFW, por exemplo, está sendo bem representativa do assunto tratado neste post. Ou seja, o universo fetichista é sim inspirador para moda e o tratamento que é dado para tal temática costuma variar bastante.

Enquanto alguns designers são mais incisivos em suas abordagens, outros costumam (ou pelo menos procuram ser) mais leves. As coleções de verão/2012 de Samuel Cirnansck e de Reinaldo Lourenço, por exemplo, ilustram bem isso. Cirnansck, a exemplo do que fez Marc Jacobs para a coleção de inverno/2011 da Louis Vuitton em Paris, apresentou um desfile com muitas referências sexuais e sadomasoquistas, bem representadas pelas mordaças, as cordas e as tiras de couro que amarravam a cintura e os braços das modelos, compondo os detalhes do styling do desfile. Reinaldo Lourenço, por sua vez, procurou redesenhar a silhueta feminina, através de uma pegada sexy fetichista ligth. A valorização dos seios, ombros e costas foram o forte desta coleção do estilista e mesmo os longos para a noite tiveram a sua dose de fetiche.

Para o editor de moda Ricardo Oliveros, em entrevista postada em seu blog, o Fora de Moda, “o fetiche está ligado a alguma forma de poder e extremamente conectado a algum objeto e a ao sentido de proibido”, assim é vista pelo mesmo a relação fetiche x moda.  Não à toa que sem perder seu teor de sensualidade e erotismo, o fetiche e, consequentemente, o sexo na moda, foi aos poucos deixando de ser visto como um tabu, como subversão, passando a ficar fortemente ligado às noções de poder, elegância e sofisticação. O que varia é a forma como tal temática é abordada e em se tratando de um assunto que ainda hoje sempre rende polêmica, todo cuidado é pouco na forma como se pretende levar tal temática ao público.

Modelos amordaçadas na passarela de Samuel Cirnansck

Reinaldo Lourenço focou sua pegada fetichista elencando os seios e os ombros femininos em uma abordagem mais leve do tema

Fotos: Reprodução

Olá! Agora estamos também no Portal Mídia Moda!

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Foi lançado no último dia 03 de maio o portal Mídia Moda, o primeiro portal da indústria da moda do Estado de Santa Catarina.

Com a proposta de reunir em único local conhecimento segmentados e expandir novas oportunidades de negócios, o Mídia Moda oferece um vasto leque de assuntos tais como indústria têxtil, assuntos acadêmicos, marketing, comunicação, moda (é claro!) e eventos relacionados.

Há espaço para entrevistas com renomados profissionais do meio e também para consultar oportunidades de trabalho, pesquisar empresas, mercado, se manter informado, obter dicas de moda, além de links com diversos blogs que estão fazendo parte do portal. Interessante também é que na mesma linha dos grandes portais de informação os leitores podem enviar suas próprias notícias para o Mídia Moda através do link Você Repórter.

O The Fashion View tem o maior prazer em estar fazendo parte do Mídia Moda e torcemos pelo sucesso do mesmo. A indústria fashion brasileira, a imprensa especializada e o público só têm a ganhar!