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Ainda sobre a criatividade nos looks masculinos…

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No post que publiquei anteriormente a este, falei sobre o fato de a moda masculina não permitir muitas variações e que, por isso, os estilistas precisam investir fortemente nos detalhes a fim de apresentar, a cada estação, algo de novo para o público.

Pois bem, continuado a tratar desse assunto, busquei a partir das criações da Givenchy, John Galliano e Louis Vuitton, dar três exemplos de como os detalhes podem fazer toda a diferença em se tratando de moda masculina. Vamos lá ver?

Givenchy

O uso de retratos na estamparia de camisas e jaquetas, muitas vezes sobrepostas, chamaram a atenção na coleção da Givenchy para o Verão 2013. Essa estamparia não é algo usual, digamos assim, nas produções feitas para os homens e a maison conseguiu renovar peças clássicas do vestuário masculino, como camisas e jaquetas, através do uso de tal técnica. O resultado? Peças desejáveis!

John Galliano

A marca John Galliano aproveitou elementos do vestuário feminino para o verão dos homens, como os maxicolares e chapéus com temática floral. A estamparia foi outro ponto que marcou a coleção, mas como o foco aqui são os detalhes, os maxicolares e os chapéus é que merecem destaque!

Louis Vuitton

A Louis Vuitton também mostrou suas novidades e estas ficaram por conta das bolsas para os rapazes. Os acessórios da grife  costumam sempre aparecer entre os itens mais cobiçados da marca e desta vez não será diferente com bolsas de formas e cores bem ousadas para renovar o guarda-roupas masculino.

Fotos: Reprodução

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Os 100 vestidos mais icônicos do século XX

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Especializada em livros luxuosos, verdadeiros itens de colecionadores, a editora Assouline lançou “The Impossible Collection of Fashion“, publicação na qual estão listados os 100 vestidos mais icônicos do século XX. A seleção dos looks foi feita por Valerie Steele, curadora do museu do Fashion Institute of Technology, que certamente teve muito trabalho para selecionar os 100 vestidos entre peças assinadas pela Balenciaga, Christian Dior, Valentino, John Galliano e Rei Kawakubo, entre outros.

O livro conta com 144 páginas impressas em alta qualidade e com riqueza de detalhes acerca de cada um dos looks escolhidos, onde podem ser vistos os trabalhos de bordados, drapeados, rendas etc. O preço da publicação também faz juz a sua pompa e riqueza. “The Impossible Collection of Fashion” pode ser adquirido pela “bagatela” de US$ 650 (ui!).

Abaixo alguns dos vestidos selecionados para a publicação:

Vestido Yves Saint Laurent de 1959. É feito em tule bordado com lantejoulas prateadas. Foi usado por Audrey Hepburn em foto assinada por Richard Avedon.

John Galliano foi o criador do modelo acima em 1997 para a maison Dior. Inspirado nos corsets que os guerreios da tribo Dinka usavam e na silhueta da Belle Époque, Galliano merece estar entre os criadores dos 100 vestidos mais icônicos do século XX.

Mais uma criação assinada por Galliano para a Dior Couture, 2000. Trata-se de um vestido longo de tule com tafetá de seda pintrado a mão. O vestido faz parte de uma coleção que Galliano afirmou ser inspirado na vestimenta dos sem-teto franceses.

Rei Kawakubo para Comme des Garçons, em 1997, uma das designers que merecidamente está entre os estilistas que tiveram criações escolhidas para compor o livro, criou esse vestido branco com enchimento o qual faz parte de uma coleção que causou muita controvérsia entre os críticos que afirmaram que os alcochoados deformavam o corpo da mulher. Essa forma “diferente” de conceber a vestimenta que cobre o corpo feminino é, aliás, uma das marcas mais conhecidas das criações de Kawakubo.

Na imagem à direita, um autêntico Dior de 1947, uma das peças mais representativas da estética New Look que marcou o pós-guerra. O conjunto é composto por paletó de seda e saia de lã.

Au revoir Galliano!

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A Maison Christian Dior demitiu hoje o estilista John Galliano depois que um vídeo (abaixo) divulgado pelo jornal britânico “The Sun” gravado no final de 2010 mostrou o designer gritando frases antissemitas e declarando amor por Hitler em um bar de Paris.

Em comunicado oficial a Dior informou que: “Em razão do comportamento de caráter particularmente detestável de John Galliano no vídeo divulgado na segunda-feira, a maison Christian Dior decidiu por sua demissão imediata e iniciou o processo de desligamento”. O estilista já havia sido suspenso de suas atividades de diretor criativo na Maison na sexta-feira (25.02), após as acusações de racismo por insultos antissemitas que teria dirigido a um casal no café La Perle, bairro do Marrais, em Paris, o mesmo local onde foi gravado o vídeo publicado pelo “The Sun”. “Nós repudiamos em absoluto os comentários feitos por John Galliano, que são totalmente incoerentes com os valores da Christian Dior“, afirmou o presidente da marca Sidney Toledano em comunicado.

O talento de  John Galliano é inconstestável, ele trabalhava como diretor criativo da grife francesa desde 1996, quando entrou no lugar de Gianfranco Ferre. Resta saber como ficará a Maison com a sua saída, mas está confirmada a apresentação  da última coleção assinada por Galliano para a Dior na próxima  sexta-feira (o5.03), bem como da marca que leva o seu nome no domingo (07.03) durante a semana de moda de Paris.

A postura e o comportamento de Galliano são de se lamentar. Não importa se ele estava bêbado, como já se andou comentando por aí. O fato em si é inaceitável e a postura da Dior não poderia ter sido mesmo outra a não ser demitir um dos seus mais geniais estilistas que pecou terrivelmente dando uma demonstração absurda de pura irracionalidade!

De um instante para outro, desaparece o gênio e surge um ser tomado por pensamentos e atos preconceituosos e racistas. Além de ter o seu nome desligado de uma das mais importantes e tradicionais casas de moda na atualidade, talvez o maior castigo que Galliano está recebendo é se ver execrado por grande parte do público, decepcionado com o ocorrido. A lição deve servir a todos nós, independente de sermos pessoas famosas ou não: precisamos ter sempre cuidado com o que fazemos e com o que falamos por aí. Ninguém é superior aos outros  e nem dono da verdade!

 

Foto e vídeo: Reprodução

Dior haute couture

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A semana de alta costura de Paris é única, incrível. Há sempre muito o que se ver (e sobre o que comentar) seja das pessoas que se vê nas ruas, próximas ou não aos locais onde ocorrem os desfiles, seja das próprias coleções apresentadas. Sobre estas é impossível não olhar de forma diferenciada e não comentar nada acerca do desfile de alta costura primavera-verão/2011 da Dior.

O luxo, a grandiosidade e tudo aquilo que aprendemos a definir como haute couture sempre se mostra presente nas criações de John Galliano. Ele é o grande criador de roupas feitas mesmo para fazer sonhar. Por vezes o próprio Galliano parece sonhar demais na espécie de devaneio fashion que acredito tomar conta dele e inspirá-lo ainda mais em sua genialidade. Se por um lado suas criações se mostram em alguns casos tão distantes do mundo real, só podendo ser concebidas para a passarela, por outro o designer parece ter o poder de conseguir traduzir, de alguma forma, os desejos mais incontidos das mulheres que amam a Dior.

Em mais uma semana de alta costura francesa o Musée Rodin foi hoje novamente o cenário do desfile da Dior, que veio inspirado no trabalho do famoso ilustrador italo-francês René Gruau (papa da ilustração de moda e amigo pessoal de Christian Dior)  servindo de ponto de partida para John Galliano que concebeu uma coleçãode ares retrô, bem anos 50.

A cintura marcada, as saias amplas e os decotes “bustier” exemplificam bem a inspiração 50´s e foram os pontos fortes dessa coleção onde o vermelho-alaranjado veio misturado ao bege, ao azul-cinza, ao verde esmeralda e até mesmo ao marrom em looks grandiosos e cheios de muito luxo e glamour, característicos da mulher Dior. Haute couture pura!

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Paris haute-couture: Dior, fall-winter 2010

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Assisitir a um desfile de alta-costura da Maison Dior é sempre um convite ao sonho e ao encantamento e em se tratando da coleção de inverno 2010 sonho e encantamento são palavras que a definem muito bem, pois se mesmo diante da expectativa pessimista diante da economia global John Galliano conseguiu transportar o público para um mundo a parte durante a apresentação de sua haute-couture 2009, o mesmo se deu desta vez.

Luxo, opulência, feminilidade, tudo isso esteve bem presente na passarela da Dior que apresentou sua coleção em uma enorme tenda montada nos jardins do Museu Rodin, em Paris. Os looks vieram cheios de cor, inspirados nas formas e no colorido das flores, basta notar os cortes em formatos que lembram pétalas que em conjunto formam as saias e os corpos de alguns vestidos. Pura magia! Roupas que podem ser consideradas como que jóias raras, cuidadosamente trabalhadas resultando em uma peça única. Nada de sutilezas e tudo de grandiosidade!

Quanto às cores, outro encantamento. Mais uma vez a comparação com o colorido das flores torna-se evidente. Efeitos em tye-die trouxeram um ar primaveril para uma coleção de inverno. E para quem poderia continuar com os brados de que a alta-costura morreu, Galliano deixa o recado: a alta-costura continua mais viva que nunca e, em se tratando da Dior, cor, glamour, exageros, enfim, VIDA, são adjetivos mais do que marcantes e apropriados.

Por fim, fica a deixa: Moda pode ser comparada às obras de arte? Para alguns não, para outros (entre os quais eu também) sim. Mas questionamentos e conceitos a parte o certo é que cada criação de alta-costura da Dior lembra em muito uma tela pintada a óleo onde cada traço, cada forma e coloridos são únicos. Na verdade, coleções assim nos levam a um escapismo diante da realidade e nos fazem pensar que estamos diante não apenas de um desfile de moda, mas de um desfile sobre a moda.

  

  

  

Fotos: Ana Clara Garmendia

Plataformas carnavalescas

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Entre as tendências apresentadas nos desfiles de inverno em Paris chamou atenção, entre outros detalhes, o quesito acessórios. Em tempos nos quais se fala muito em crise econômica global os estilistas parecem ter se enchido de criatividade e apostado justamente nesse quesito para oferecer opções às vitrines de suas lojas. Entre os acessórios cabe aqui falar especificamente das plataformas, as quais continuam super em alta.

Na semana de moda inverno de Paris o desfile da coleção de John Galliano (mestre da extravagância em suas criações) foi um bom exemplo dessa tendência ligada às plataformas. De saltos incrivelmente altos, as sandálias de Galliano, enfeitadas por pompons e com um visual meio carnavalesco, reforçam o que foi dito acima: em época de crise não adianta se resignar com a situação. A saída é viajar na criatividade.

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Fotos: Style.com

Paris FW fall/2009: idéias e tendências

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Au revoir Paris!!!

Foi mais uma semana de moda incrivelmente maravilhosa! Nove dias de correria, luxo, glamour, gente bonita e muito trabalho, enfim… A temporada de inverno do planeta fashion encerrou em Paris, deixou saudades e a missão de juntar pilhas de informação de moda para tentar apontar as idéias e tendências que certamente serão marcantes a partir de tudo o que foi apresentado nos últimos dias. Entre elas, merecem destaque as seguintes:

Dobraduras e Drapeados

Pra começar, uma tendência que apareceu fortemente na Paris FW nesta estação foi o das dobraduras e dos drapeados. Eles apareceram em vestidos, saias e até em calças. A Balenciaga, por exemplo, foi quem começou nesta temporada a apresentar a idéia que também pôde ser vista nas coleções da Balmain, Ungaro e de Viktor & Rolf.

BalenciagaBalmainUngaroViktor&Rolf

 

Alfaiataria

A alfaiataria foi também bastante aplicada, conseguindo criar peças que parecem ter sido tiradas dos armários masculinos para vestir as mulheres. Seguindo essa tendência, foi possível ver muitas calças de modelagem larga e ternos nas passarelas de Stella McCartney, Yves Saint Laurent e Chloé.

Stella McCartneyStella McCartneyYves Saint LaurentChloé

 

Casacos

Outra forte aposta que fica é a dos casacos e belos exemplares deles foram vistos nas coleções de Valentino, John Galiano, Comme des Garçons e Miu Miu.

ValentinoGallianoComme des GarçonsMiu Miu

 

Acessórios

No quesito acessórios, houve para todos os gostos e inventividades e é lógico que muitos deles são apenas para serem apreciados na passarela, como os incríveis saltos altos de Nina Ricci, Galliano e Alexander McQueen, passando pelos adornos que enfeitaram as cabeças das modelos, tais como os capacetes de Lagerfeld, os laços da Louis Vuitton e os chapéus de McQueen.

Nina RicciGallianoMcQueen

LagerfeldLouis VuittonMcQueenMcQueen

 

Imagens: Style.com