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Ora bolas!!!

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Lembram dos poás de Marc Jacobs e da Rodarte, apresentados como fortes tendências para o inverno 2011? Pois é, eles já estão sendo super vistos por aí. Scott Schuman do blog The Sartorialist registrou três bons exemplos disso, vejam:

Reflexões sobre o inverno/2011

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Editorial publicado na Vogue Japão, agosto/2011 e o clima sombrio e sexy

As edições de agosto das publicações de moda internacionais já estão começando a dar pinta pela net e nelas já é possível ter uma idéia de como vai ser tratado o inverno/2011. Separei aqui algumas das que mais me agradaram, entre as quais as Vogue Paris, Alemã e Italia.

É possível notar nessas publicações um certo ar sombrio e sexy bem colocado nas imagens. Nada a ver com apelação e excessos, mas tudo a ver com bom gosto e um excelente trabalho de styling, além do próprio clima pesado que dominou a última temporada internacional de moda, sobretudo em Paris. Ilustrando isso vale citar as coleções da Givenchy, Louis Vuitton e Miu Miu e , sobretudo as duas primeiras, nas quais eu destaco a pegada fetichista presente no jogo de mostra e esconde a partir do uso de transparências estrategicamente usadas em detalhes como vimos em alguns looks das coleções daquelas grifes. Ressalto também o aspecto austero, duro e, de certa forma, masculina, em algumas das criações  da Givenchy e Louis Vuitton.

Looks das coleções de inverno/11 da Givenchy (à esquerda) e Louis Vuitton (à direita).

Transparências e couro em um interessante e sexy jogo fetichista

Desfile da coleção de inverno/11 da Louis Vuitton em Paris

Se é verdade que a moda reflete os tempos atuais, é de se compreender o fato de ela não andar assim tão glamourosa, mesmo com o recrudescimento do comércio de artigos de luxo pós crise econômica mundial de 2008, como citam alguns estudos. Mas também, para que pensar em glamour em tempos tão conturbados como os nossos, onde ditaduras de muitas décadas estão sendo destronadas do dia para a noite no Oriente Médio e onde gênios da moda como Galliano caem em desgraça por seus excessos de auto-confiança e pileques?

Não é possível afirmar que tenha sido exatamente pelos motivos expostos acima que a última temporada foi assim tão única, apontando uma possível mudança na moda que de fato não ocorreu, tendo sido apenas sugerida pelos designers nas passarelas. Isso fica de certa forma bem clara quando nos remetemos à Balenciaga de outros tempos e suas formas estruturadas como armaduras, feitas para proteger quem as usasse das instabilidades e dúvidas que permeiam nossa realidade e imaginário na atualidade.

Editorial da Vogue Paris, agosto/2011: boas doses de austeridade e sensualidade

De forma deliciosamente irônica e até com boa dose de crítica, quem de certa forma conseguiu dar umas das mais interessantes interpretações acerca dos dias atuais foi Marc Jacobs na apresentação de sua coleção de inverno/2011. As modelos desfilando com chapéus amarrados por faixas na cabeça, a trilha sonora (Beautiful People, de Marilyn Manson) e o cenário (passarela toda espelhada com colunas alcochoadas em branco), espetacular!

Passando para Milão, se vimos uma grife de peso como a Prada desfilando todos os desejos consumistas femininos (animal prints, tons pastel, peles etc) em uma coleção delicada, cheia de frescor e naturalidade, de outro tivemos estilistas mais interessados em mostrar a dura realidade. À Prada coube a árdua, porém grata tarefa de nos fazer sonhar com um mundo a parte (thanks Miuccia!).

Editorial publicado na Vogue Italia, agosto/2011

Claudia Shiffer com ares de dominatrix em editorial da Vogue Alemã, agosto/2011

A procura por relações (nem sempre óbvias) entre a moda e a realidade é sempre uma tarefa árdua. Em tempos onde a velocidade domina tudo (até nossa forma de ver o mundo), não se deve esperar por novidades. Mais do que nunca a máxima que diz que “nada se cria e tudo se copia” tem feito sentido se aplicada a moda. Então, recriar, dar um novo enfoque àquilo que já fora desfilado em temporadas passadas continua valendo. Se o comprimento de uma saia ou de um vestido está maior agora é porque certamente esteve curto anteriormente, o que não significa dizer que houve uma necessidade imediata de se estabelecer um retorno aos looks mais comportados.

Contudo, para comprovar que nem tudo está perdido, Karl Lagerfeld conseguiu magistralmente traduzir os tempos atuais e os sentimentos. Ao levar para a passarela uma Chanel que desfilou em meio a um cenário sombrio e empoeirado, o kaiser expressou exatamente aquilo que ele afirmou: “o mundo é um lugar sombrio”. É sim monsieur Lagerfeld, o mundo é, ou melhor, tornou-se um lugar sombrio…

Imagens e vídeo: Reprodução

Prada e as bolsas carregadas junto ao corpo

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Os desfiles da Prada (feminino e masculino) interessantemente sempre apresentam pontos em comum e nisso sempre lembro daqueles looks da coleção de inverno/2008 da marca, com os colarinhos altos e duplos e as transparências, looks bem parecidos tanto para as mulheres quanto para os homens, sendo que nestes as tais roupas causaram o maior estranhamento.

Nas últimas coleções da Prada, observei como ponto em comum entre as coleções masculina e feminina a maneira como as bolsas foram carregadas durante o desfile pelas tops na coleção de inverno 2011/12, bem parecida com o modo com que os homens da coleção masculina de verão/2012 também carregaram as suas: bem junto ao corpo, com aquele ar displicente de quem saiu com pressa para cumprir com as suas obrigações cotidianas. No caso dos homens, além das bolsas (que parecem grandes carteiras) eles carregam também os casacos. Enfim, a Prada é sempre inspiradora e nos brinda com imagens de moda únicas, coisas que Miuccia sabe (e consegue) fazer como poucas.

 

Interessantemente carregadas de qualquer jeito próximo ao corpo, assim as bolsas apareceram nas passarelas masculina e feminina da Prada

 

Fotos: Reprodução

Dolce & Gabbana: campanha masculina de inverno/2011

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A grife italiana Dolce & Gabbana em sua campanha de inverno/2011 vestiu os seus já bem conhecidos homens sexy e de corpos à mostra com elegantes looks de inverno. As fotos foram feitas por Steven Klein, o mesmo que fez a campanha anterior com Madonna.

O cenário para as fotos foi o de um ateliê, onde os rapazes (entre os quais Adam Senn, Noah Mills, Sam Webb, Arthur Kulkov e o brasileiro Evandro Soldati)  aparecem usando apenas cuecas, tirando as medidas para a confecção dos trajes e, depois, totalmente vestidos com as camisas e ternos da grife. Tudo muito bem pensado, uma vez que as imagens tem por objetivo mostrar as peças da mais nova coleção da marca, desde o underwear aos looks sociais.

Prada, inverno/2011: juventude, delicadeza e naturalidade

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Como sempre acontece o desfile da Prada ocorrido hoje (24.02) em Milão, foi mais uma vez um daqueles acontecimentos que todos querem ver e opinar em primeira mão sobre ele. Além disso, foi também (mais uma vez)cercado de muita especulação por parte não só da imprensa especializada, quanto do público presente ao evento. Todos querem saber o que Miuccia vai mostrar na passarela, quais tendências e acessórios a grife deve lançar e que serão copiados ao redor do planeta fashion. É interessante como a Prada, com toda a sua tradição e poder, consegue deter a aura que lhe concedem e que a torna capaz de ser vista como a grande criadora da moda na atualidade, é como se ela tivesse o poder de ditar o que vai acontecer de fato em termos de novidade no mundo da moda, poder esse que chega a se estender, inclusive, à new face que a grife lança em uma determinada estação.

Falando em new face, a eleita da vez chama-se Colline Michaelis (a modelo é a revelação da temporada e também desfilou para a Calvin Klein em NY). Ela foi a escolhida por Miuccia para abrir o desfile. Com aparência bem jovial, assim como as demais tops do casting, Colline conseguiu transparecer exatamente aquilo que esta coleção da Prada me parece ter pretendido expressar: juventude, delicadeza e naturalidade. Os looks vieram mais comerciais, em geral com cores leves, comprimento acima dos joelhos e sem aquele aspecto de estranhamento que costuma envolver as roupas desfiladas pela marca. Mais uma grande sacada de Miuccia que como uma impecável pensadora acerca da moda, jamais nos apresenta propostas fáceis de serem compreendidas, pois ela sempre nos convida a ir mais fundo em nossas análises sobre o que vem a ser a moda atual e sobre quais caminhos ela está trilhando (ou pretende trilhar). Mesmo aquilo que em um primeiro olhar pode parecer feio, acaba tendo a sua beleza revelada em nuances e detalhes nem sempre fáceis de serem percebidos.

Interessante também neste desfile, foi a forma como as modelos carregaram as bolsas: bem junto ao corpo, assim como as mulheres das grandes metrópoles da atualidade, preocupadas com os horários, o trabalho e a violência (por que não?) costumam andar. A mulher Prada reflete, claro, aquilo que se vê no mundo real.

  

  

  

Fotos: Reprodução

Gucci, inverno/2011: luxo, sensualidade e poder.

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A semana de moda de Milão começou hoje e logo no primeiro dia do evento tivemos o desfile da Gucci. Que ótimo início, não?

Para a temporada de inverno/2011 Frida Giannini apresentou uma espécie de return aos anos 70 com forte inspiração no luxo estilo glam. Assim, se viu looks carregadíssimos em tudo aquilo que a Gucci produz e sempre com sucesso junto ao seu público feminino: para cada produção que surgia na passarela, eis uma bolsa diferente e, em quase todos os outros, variações de chapéu, óculos e sapatos. Uma verdadeira profusão de cores e materiais para encher os olhos e os desejos consumistas mais afoitos por novidades. E por falar em colorido, a cartela de cores foi o ponto forte desta coleção e está realmente maravilhosa.

  

E como se já não estivesse tudo bem para a Gucci, a grife deixou para o grand finale as suas produçãos para a noite. Com muitos vestidos longos, cheios de generosos decotes, transparências e fendas, feitos para conquistar e seduzir, a grife terminou apresentando uma das coleções mais desejadas com certeza, pelo menos até o momento nesta semana de moda.

  

Isso é a Gucci! Sua coleção de inverno/11 mostrou bem que a marca segue fortíssima como um dos principais nomes da moda italiana, (re)criando a imagem de uma mulher quente, sexy, ao mesmo tempo aristocrática e que não espera (e nem consegue), de forma alguma, passar sem atrair olhares.

Fotos: Reprodução

Franjas pra que as quero???

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De couro ou de pêlos, as franjas nas it-bolsas de mão da Ellus e de Fause Haten e nos sapatos de Alexandre Herchcovitch: itens de desejo imediato!

 Terminadas as temporadas de moda inverno/2011 aqui no Brasil sempre chega o momento de se avaliar a idéias apresentadas nas passarelas e apontar aquilo que pode ser tendência. Para quem acompanha o The Fashion View, sabe que eu não sou crítico de moda e tampouco tenho a pretensão de o ser. Contudo, como este é um blog focado em moda, fica impossível não entrar no tema das tendências, apresentá-las e discutí-las. Vamos lá!

Uma que certamente merece ser falada é o das franjas, bastante vistas nas coleções de inverno/2011 desfiladas no Fashion Rio e no SPFW, elas foram vistas de maneira bem diversa: feitas com penduricalhos, de materiais nobres e também nos acessórios. Mas se as franjas são tendência, isso não vem de agora, pois coleções internacionais desfiladas recentes, como a da Gucci, já adiantaram a proposta.

Se nas roupas a idéia do uso das franjas, principalmente aquelas feitas com plumas, correntes e canutilhos, consegue resultar em um look cheio de glamour, nos acessórios as possibilidades se diversificam ainda mais. Além dos materiais já citados, o couro e o pêlo também aparece usado em sapatos e bolsas como fizeram Alexandre Herchcovitch, a Ellus e Fause Haten que mostraram peças incríveis transformadas, quase que de imediato, em itens de desejo. Por essas e outras é que se pode dizer que eis aí uma forte tendência para a próxima estação.

Foto: Reprodução