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Carine Roitfeld, e filha, na campanha de inverno/2013 da Givenchy

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No hemisfério norte já começaram a ser divulgadas as campanhas da temporada de moda Inverno 2013, desfilada entre janeiro e fevereiro deste ano. Além de modelos já consagradas da indústria, como Gisele Bündchen, Isabeli Fontana, Raquel Zimmermann, Daria Werbowy e Kate Moss, esta estação traz alguns rostos de celebridades, do mundo da moda ou não, brilhando nas campanhas.

Para me prender apenas a nomes famosos do mundo fashion, vale citar a presença de Carine Roitfeld (ex-Vogue Paris) e sua filha, Julia Restoin-Roitfeld, ambas para a campanha da Givenchy. Para quem achava que Carine não teria vida fora da Vogue francesa, ela mostra que está cada vez mais em evidência quando o assunto é moda. Viva Carine!

Carine Roitfeld e Julia Restoin-Roitfeld para a campanha de inverno/2013 da Givenchy

Carine Roitfeld e Julia Restoin-Roitfeld para a campanha de inverno/2013 da Givenchy

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Campanhas de inverno/2012: Chanel

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As imagens das campanhas de inverno que vão estar nas páginas das principais revistas de moda em todo o mundo já começam a ser divulgadas. As mais recentes são da campanha de inverno/2012 da Chanel.

Com styling assinado por Carine Roitfeld, em um dos seus primeiros trabalhos desde que deixou o comando da Vogue francesa, nas fotos pode se ver a top Freja Beha, habituée das campanhas da maison e queridinha de Karl Lagerfeld (que aliás foi quem fotografou esta  campanha). Ela aparece como uma gata, só que estilizada pela Chanel. As famosas camélias da grife formam a orelha da felina. Em outras, Freja posou com uma frase escrita na testa, com um véu de renda preto que cobre seu corpo, e com uma máscara com o icônico logo da da marca. São bem visíveis todos toques de Carine, conhecida pelas imagens sensuais e provocativas com que ela sempre encheu as página da Vogue Paris quando foi a editora chefe da revista.

Em tempo: por falar em Carine, a ex-editora disse que agora está representando um cliente secreto e que suas peças vão aparecer em um editorial para a W assinado pela própria Carine.

As editoras de moda são, de fato, as novas top models?

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Carine Roitfeld: ela sempre arrassa e atrai a atenção dos fotógrafos, loucos por um clic.

Parece que já se foi o tempo em que eram as top models que lançavam tendências e influenciavam diretamente o público consumidor na hora de comprar uma peça desta ou daquela grife. O papel das editoras de moda atualmente está bem acima da simples direção das publicações de moda que as mesmas editam. Essas mulheres, poderosas como poucas, em muitos casos parecem incorporar a alma das revistas para as quais trabalham. Seja por uma estratégia de auto-promoção, seja por vaidade (e disso o mundo fashion está beeem cheio!), o certo é que algumas editoras estão faturando alto em cima de sua própria imagem e tudo o que elas vestem em suas aparições públicas causam impacto e influência direta sobre aquilo que o público deseja. Exemplos disso? Vários! Vamos lá conferir?

Vou começar por Franca Sozzani, editora da Vogue Italia. Após ter declarado que odeia fashionistas, Sozzani não só ganhou páginas em revistas e muitos posts em blogs de moda ao redor de todo o planeta fashion, como conseguiu obter um certo incômodo junto à mídia ligada ao mundo da moda, da qual ela mesma faz parte. Um comportamento desse tipo já é meio que esperado de alguém como Franca Sozzani. Ela é conhecida mesmo por suas declarações bombásticas (marketing pessoal? Quem sabe?) e isso só serve para deixá-la ainda mais em evidência e para que tudo o que ela venha a dizer chame a atenção da mídia.

Mas nem só de declarações polêmicas vivem as editoras de moda. Elas sempre conseguem traduzir as tendências e as novidades para o cotidiano de revistas e cada vez mais as suas aprovações são pontos cruciais seja na carreira de um estilista, stylist, fotógrafo ou de uma modelo. Tudo o que elas vestem causa impacto entre os leitores e fãs de moda. Então, por que não utilizar todo esse conhecimento e informação que possuem e lucrar com isso? Afinal, moda partindo de quem entende do assunto não pode dar errado, certo?

Um bom exemplo desse impacto causado nas pessoas pela imagem que uma editora demonstra é o caso de Anna Dello Russo (Vogue Nippon) e Carine Roitfeld (ex-Vogue Paris). Verdadeiros fenômenos da mídia, as duas vendem produtos e esquentam sites e blogs. Suas aparições em público, sobretudo nas semanas de moda, sempre rendem excelentes posts sobre street style, por exemplo.

Também não é possível deixar de citar a sisuda Anna Wintour (foto abaixo), a “editrix” da Vogue US, cuja ambição e oscilações de humor já foram retratadas em inúmeras reportagens, filme (“The Devil Wears Prada“) e documentário (“The September Issue“). Ainda que ela não demonstre a mesma simpatia das suas “coleguinhas” de trabalho, Wintour também é recorrente em posts de blogs especializados e em publicações de moda.

Anna Wintour e o seu já bem conhecido carão: pouca simpatia, mas muito estilo.

Detalhando um pouco mais do estilo das editoras de moda

Para um post que trata das editoras, é mais do que necessário falar um pouco do estilo, tanto pessoal quanto profissional dessas personagens. Vamos começar pela minha preferida: Carine Roitfeld (que me perdoem as demais!).

Carine na i-D Magazine,  capa de seu livro “Irreverent” e no “Baile de Vampiros” organizado por ela.

Carine foi a primeira editora a ser notada por seu estilo pessoal. Sua assinatura “porno-chic” em editoriais como os da Vogue Paris (quando ela foi a editora de moda da revista) marcaram época e seu estilo representava a atitude da própria revista. Exemplos disso? Eu cito aqui três deles, só para exemplificar: a edição de outubro/2010, de dezembro do mesmo ano e a edição comemorativa pelos 90 anos da Vogue francesa. Essas revistas demonstram bem a marca impressa por Carine na Vogue Paris durante o seu reinado como editora de moda da publicação.

Durante a última semana de moda em Paris, ela (como já é de costume) marcou presença em muitos desfiles, sempre arrassando no visual. Durante o evento lançou sua biografia, “Irreverent”, e recebeu uma legião de fãs que queriam mais tirar uma foto com ela do que comprar o livro. Tom Ford criou uma bolsa que leva seu nome, que já promete ser a nova it bag. Ela também é capa da i-D Magazine, e agora vai lançar sua própria revista (fotos acima).

Outra top editora é a irreverente Anna Dello Russo, um fenômeno mais recente. Aos 48 anos, 25 passados na editora Condé Nast, ela sabe como ninguém chamar atenção, com dezenas de looks extravagantes, que ficam no limite entre o divertido e o mal gosto (a exemplo de suas aparições com os chapéus em formato de melancia e de cerejas). Seu guarda roupa já ocupa um apartamento inteiro em Milão. Além disso, Anna tem seu próprio site, desfilou para a H&M, lançou um perfume que leva seu nome, já posou para um editorial exclusivo na W Magazine de novembro/2010 e teve uma boneca Barbie criada em sua homenagem, entre outras atividades (ufa!).

Anna Dello Russo nas ruas e, à direita, em editorial fotografado por Juergen Teller para a W Magazine de novembro/2010.

Por outro lado, há as que são mais low profile, caso de Emmanuelle Alt, atual editora da Vogue Paris. Aos 44 anos, ela quase não usa maquiagem, e ostenta sempre um visual cool e meio que andrógino, muitas vezes mesclando peças super chics, como as jaquetas da Balmain, combinadas a alguma peça de estilo mais “podrinho”, com detalhes rasgados etc. Emmanuelle personifica bem a imagem da parisiense urbana. Em um cargo de alta visibilidade ela não vivencia a fama como um lifestyle, diferentemente das suas colegas de profissão, sobretudo Carine e Dello Russo, mas nem por isso deixa de ser dona de um estilo marcante e bastante marcante, sobretudo entre as mulheres mais jovens.

Emmanuelle Alt, em cliques nas ruas de Paris e seu estilo onde o mínimo é o mais.

A vaidade e o acesso fácil a produtos exclusivos, como peças de desfiles assinadas por marcas de peso por exemplo, colaboram com o fenômeno causado pelas editoras de moda, que enquanto pessoas da vida real acabam por fazer com que o público consumidor acredite que tudo o que elas usam é maravilhoso e que ele mesmo (o público) sendo também formado por pessoas da vida real, pode ter e usar. Isso certamente ajuda as marcas a venderem, tendo nas editoras de moda uma poderosa e influente “vitrine viva” para os seus produtos. E que vitrine, não? É claro que não é a toa que 10 entre 10 estilistas querem ter nas primeiras filas de seus desfiles essas influentes mulheres, pois serão elas que conseguirão (ou não) fazer com que tal marca tenha espaço e brilho nos editoriais de moda das suas revistas, bem como serão elas que vão usar tais roupas, sendo vistas e desejadas em escala mundial.

Fotos: Reprodução

Imagem do dia: Carine Roitfeld para a Spiegel

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Para quem se acostumou a ver Carine Roitfeld sempre produzidíssima, imagem que a consagrou em seus tempos de editora-chefe da Vogue Paris, chega a ser, no mínimo curioso vê-la usando jeans e camiseta. Foi vestida assim que ela apareceu nas imagens que ilustram a entrevista dada a revista alemã Spiegel.

Nela Carine fala acerca de seus projetos atuais, a sua visão sobre a indústria da moda e desmente os boatos de que seria a substituta de Anna Wintour no comando da Vogue US. “Isto nunca esteve sob discussão. Eu gosto de provocar, sou muito francesa e Anna Wintour é a mulher mais poderosa da indústria da moda. Ela é uma política e eu sou uma stylist. E apesar de todos os boatos, acho ela muito gentil“, arrematou Carine e pôs assim, elegantemente, o seu ponto final sobre o assunto.

Qual será o próxima passo de Carine Roitfeld? Virar a editora da Harper´s Bazaar francesa?

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Desde que surgiram os boatos acerca da possível saída de Stefano Pilati da YSL e que o mesmo seria substituído por Hedi Slimane, outros tantos boatos apareceram e entre estes, um bem interessante diz que Carine Roitfeld irá lançar a revista Harper´s Bazaar na França.

Sobre tal caso, fico a me perguntar: não soa meio estranho ver o nome de Carine ligado a uma outra revista de moda após ela ter deixado o comando da Vogue Paris? Na época de sua saída a própria Carine, em entrevista a Cathy Horyn, disse que após 10 anos como editora da Vogue francesa ela queria “algo diferente”. Assim, considerando as suas declarações, lançar uma revista rival da Vogue Paris não parece ser algo tão coerente, não é?

Dando mais corpo às especulações, Olivier Zahm, que no momento está trabalhando no projeto de um livro com Carine Roitfeld, declarou recentemente que ela iria dar início à sua própria revista, mas em nenhum momento mencionou qual revista seria essa.

Semana passada, em entrevista ao Style.com, Carine revelou mais sobre seus planos para o futuro e eles incluem a sua permanência atuando no mundo da moda, mas não necessariamente em uma publicação do ramo, segundo a própria Carine. Ainda de acordo com ela, as suas relações com Emanuele Alt (que assumiu a Vogue Paris em seu lugar) já não estavam das melhores. Desta forma, acendendo as mentes de quem adora ver o “circo pegar fogo”, as declarações de Carine deram bons motivos para que se fique imaginando que, talvez, o lançamente de uma publicação de moda para rivalizar com a Vogue francesa poderia ser o seu brilhante próximo passo. Será?

Foto: Reprodução

Imagem do dia: a capa da última Vogue Paris de Carine Roitfeld

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Dando um tempo nos posts sobre os desfiles da semana de moda carioca, eis o último trabalho de Carine Roitfeld antes de a mesma haver deixado em definitivo a Vogue Paris: a edição de fevereiro/2011 com Lara Stone na capa clicada por Mario Sorrenti em make colorido combinando com o look Gucci que ela veste: bem sexy, para deixar registrada a marca de Carine nas capas e editoriais da revista.

Lara Stone usando um mega decote e barriga de fora em cenário primaveril ao fundo, só mesmo Carine para conceber algo assim. Vamos aguardar para ver como virá a edição de março/2011, agora com o toque de Emmanuelle Alt.

Foto: Reprodução

Fim do mistério: Emmanuelle Alt é a nova editora-chefe da Vogue Paris

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Depois de tanta espera e especulações das mais variadas sobre quem iria suceder Carine Roitfeld à frente da Vogue Paris após ela ter pedido demissão em dezembro passado, eis que o mistério foi resolvido: Emmanuelle Alt, editora de moda da Vogue francesa, é a nova editora-chefe da revista, conforme anunciado hoje no WWD.

Emmanuelle e Carine possuem praticamente o mesmo tempo de Vogue Paris, ou seja, 10 anos (Emmanuelle está lá desde 2000), dividindo com Carine Roitfeld as mesmas idéias de styling. As duas são vistas como verdadeiras deusas das semanas de moda européias, todos os estilistas fazem questão de tê-las em suas primeiras filas. Além de ser a responsável pela editoria de moda da revista, Alt presta consultoria e cuida do styling das grifes Balmain (uma de suas preferidas) e Isabel Marant. Segundo Cathy Horyn do New York Times, Emmanuelle representa um interessante contraponto com Carine, pois enquanto esta é a imagem da mulher sexy e materialista, aquela tem um estilo mais masculinizado e rocker. Mas se essa vivência profissional de anos resultou em excelentes trabalhos desenvolvidos pela Vogue francesa, boatos andaram alegando que nem tudo entre as duas era assim tão harmonioso.

O site fashionista.com, por exemplo, alega que “de acordo com fontes confiáveis, Roitifeld foi até Jonathan Newhouse (presidente da Condé Nast International), reclamando que alguma coisa precisava ser feita sobre a situação”. O site continua ainda informando que Newhouse teria ficado bastante chateado com as acusações que estavam pesando sobre Carine, pois a mesma teria emprestado para a Max Mara algumas peças da coleção pré-fall da Balenciaga. Diante de tal fato, o presidente teria dito à editora que a única coisa a ser feita era a sua demissão.

Esquentando ainda mais todo o burburinho em torno da saída de Carine, o site racked.com publicou uma matéria na qual as suas próprias fontes informam que “Alt é ainda menos letrada do que Roitfeld”, o que, segundo o site, tornaria Emmanuelle inadequada para assumir o posto de editora-chefe de uma publicação do peso da Vogue Paris.

Se tais fatos são verdadeiros ou não, somente o futuro da revista é que irá mostrar se Emmanuelle dará conta da tarefa. Tarefa que, diga-se de passagem, é árdua, requer competência, muito talento e uma boa dose de coragem para criar edições que em muitas das vezes nos maravilharam através da polêmica proposta por Carine em alguns dos editoriais e ensaios de moda publicados pela revista durante os anos em que ela esteve na função de editora-chefe. É aguardar para ver. De toda forma, sem considerar tais boatos e sim os anos de parceria e as mesmas propostas de styling compartilhadas por Emmanuelle e Carine, é de se esperar que as mudanças que venham a ocorrer não sejam assim tão grandes na publicação. Assim eu e todos aqueles que amam a Vogue Paris esperam!

Foto: Reprodução