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Fashion Rio, verão/2013: estampas

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Um dos detalhes que mais chamou a minha atenção nos desfiles de verão/2013 apresentados no Fashion Rio, foi a estamparia.  Seja nas coleções masculinas, seja nas femininas, elas estiveram bem presentes e nos mais variados estilos adiantando algo que será mais do que visto nos looks do próximo verão: a variedade de cores, desenhos e formas.

Para este post, separei algumas imagens que exemplificam bem o que está sendo tratado aqui. Como citei acima, as opções são muitas. Vão deste os florais, passando pelos abstratos e os étnicos.

R. Groove

A marca sugeriu uma estamparia atual que varia dos tons quentes (com cara de verão) e imagens de coqueiros, aos escuros, lançando mão da estampa cashmere em sua pegada oriental.

 

Ausländer

Até bem pouco tempo, quando se pensava em estampa floral para compor looks masculinos, logo se apostava no liberty. Pois bem, a Ausländer, embora não tenha inovado, sugeriu os florais em camisas e bermudas. O resultado? Uma imagem atual para o homem, além de criar roupas que fogem com a tradicional idéia de que os looks masculinos devem ser, necessariamente, mais sóbrios e contidos.

 

Alexandre Herchcovitch

A inspiração do estilista sobre o oriente não poderia ter sido melhor traduzida. A coleção de verão/2013 de Herchcovitch foi longe, mais precisamente às tribos de Tuaregs dos desertos do Marrocos, para criar looks estampados com imagens que remetem ao mapa mundi e às bem tradicionais estamparias étnicas, bem típicas dos tecidos indianos.

 

Sacada

Marrocos e o oriente também estiveram entre as inspirações da marca. Assim, os mosaicos cheios de cores, típicos de cidades como Marrakesh, serviram na criação da estamparia que a Sacada sugeriu para o seu verão, com muito jogo de cores e diversidade de materiais.

 

Fotos: Reprodução

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Inverno masculino com direito a cores e tons quentes no Fashion Rio

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A temporada de desfiles de inverno/2012 apresentada no Fashion Rio trouxe algumas boas idéias de looks masculinos para quem curte quebrar a tradicional regra das roupas em tons escuros através do uso de looks onde prevalecem a força e a alegria das cores. Nesse ponto, os tons flúor e quentes do vermelho e laranja apareceram lado a lado com o azul celeste, dando boas demontrações de que quando se pensa em roupas para o inverno, não necessariamente se deve esperar por modelos sóbrios e em tons escuros.

Quem apostou nessa idéia? Selecionei aqui três bons exemplos, como o mostrado abaixo:

Ausländer

A Ausländer se inspirou no clima frio e fez do tradicional cobertor xadrez sua principal ferramenta que ao lado de cachecois, ponchos, paletós, saias e mochilas em versão cobertor pontuaram a coleção. Para os homens merecem destaque as peças básicas, como calças estilo alfaiataria e as camisas em xadrez que fizeram bonito nos looks masculinos da marca.

R. Groove

A mistura de materiais que aparece em algumas peças, especialmente nas jaquetas e calças, foi, sem dúvida, um dos pontos fortes desta coleção da R. Groove que apostou em tons claros e com cara de verão, como o azul celeste, para criar calças com shape largo e confortável. A referência ao frio do inverno ficou por conta dos moletons em tons de cinza.

Coca-Cola Clothing

O mood esportivo e os efeitos usados nas peças são as apostas da coca-Cola Clothing para o público jovem e de olho nesse público a marca lançou mão de tons flúor de laranja em looks modernos e descolados.

Fotos: Reprodução

Que Andrej Pejic e Zombie Boy que nada! A Ausländer aposta na beleza de Daisy Lowe para a próxima temporada

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Para a próxima edição da Fashion Rio que começa dia… a Ausländer promete não polemizar como em seu último desfile da semana de moda carioca, quando levou para a sua passarela o top Andrej Pejic (ícone da androginia masculina na moda) e Zombie Boy.

A aposta da marca é na top Daisy Lowe (foto acima) modelo cool e it-girl britânica. A maior parte das marcas para as quais Daisy posou, tais como Marc by Marc Jacobs, Agent Provocateur e Dr. Martens quiseram despí-la,  já a Ausländer quer vê-la vestida para desfilar a sua coleção de inverno/2012.

Ausländer encerra o Fashion Rio e trás à tona a discussão sobre a tal “Geração Y”

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A última edição do Fashion Rio foi certamente aquela que reuniu em um único evento e em um único desfile as personalidades mais, digamos assim, diferentes no atual cenário fashion, trata-se das presenças dos modelos Rick Genest e Andrej Pejic que desfilaram para a Ausländer encerrando a temporada de moda verão/2012 carioca.

Conhecido no cenário fashion por sua aparência bizarra, o modelo Rick Genes também chamado de “Zombie Boy” atraiu olhares e flashes como poucos. Ele é uma das figuras atualmente muito concorridas internacionalmente. Participou do desfile e da atual campanha da grife Thierry Mugler e contracenou com Lady Gaga no clipe de “Born this way”. No desfile da Ausländer ele fez duas entradas e na última apareceu na passarela sem camisa, mostrando o corpo tatuado e carregando uma placa on se lia “Young Blood ” (sangue jovem).

  

Na mesma passarela, Andrej Pejic chamou a atenção. Famoso pela aparência andrógina, o modelo já chegou a ser eleito internacionalmente como uma das “mulheres” mais sexy do planeta. Para a Ausländer ele também fez duas entradas. Na primeira surgiu na passarela com visual e look feminino, usando uma camisa com a frase estampada “Oh Lord, i have sinned” (ou, Oh Senhor, eu pequei) e para encerrar retornou vestido com modelo masculino.

 

Com o tema “Geração Y (Digital Youth, Millennials ou Globalists)” a Ausländer procurou ( e conseguiu!) expressar através da sua coleção muito do que a tal “Geração Y” significa, ou seja, a geração dos nascidos entre 1978 e 1990, concebidos na era digital, democrática e da ruptura da família tradicional. São pessoas que estão acostumadas a pedir e ter o que querem. Essa turma está, aos poucos, provocando uma revolução silenciosa, sem as bandeiras e o estardalhaço das gerações dos anos 60 e 70, mas com a mesma força poderosa de mudança. Eles acreditam que as normas do passado não funcionam e as novas estão sendo por eles inventadas, segundo Anderson Sant’Anna, professor de comportamento humano da Fundação Dom Cabral.

Outra marca desses jovens, ainda de acordo com Anderson, é que eles estão aptos a desenvolver a autorrealização, algo que, até hoje, foi apenas um conceito para muitos. Assim, ter o corpo coberto quase que totalmente por tatuagens, como fez o modelo Rick Genes ou ter uma aparência andrógina, como é o caso do top Andrej Pejic, bem como o sucesso e a aceitação que tem a modelo transex Lea T hoje, algo impensável a algumas décadas, signifa para a atual geração coisas completamente normais, aceitáveis e que expressam, antes de mais nada, o tal desejo incontido de se autorrealizar, de expressar o verdadeiro eu de cada um.

Não a toa o estilista Marc Jacobs, em ensaio para a revista “Industrie”, posou vestido de mulher, uma “transgressão” que, aliás, é cada vez mais bem vinda no mundo da moda, um mundo que também está cada vez mais refletindo os valores da sociedade atual, a sociedade da “geração Y”, para a qual as questões de Gênero são, também, assuntos mais do que normais e sobre os quais não cabem críticas e preconceitos .

Fotos: Reprodução

Fashion Rio e as correlações com as passarelas internacionais

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O Fashion Rio deu ontem o start para a temporada de moda brasileira de inverno 2010 e começou bem, diga-se passagem. Observando alguns looks desfilados, os mesmos me deixaram com uma séria e forte sensação de “eu já vi isso antes”. Me refiro às coleções de Melk Z-Da, Auslander e de Giulia Borges. Algumas tendências e correlações com as passarelas internacionais foi possível estabelecer após ver as coleções dessas marcas, tais como:

Melk Z-Da

Já é conhecido o gosto de Melk Z-Da por criar looks que se aproximam bastante do conceitual através do seu bem interessante trabalho artesanal e por sua pesquisa por novos materiais. Suas criações para o inverno 2010 vieram cheias de volumes e dobras, com formas estruturadas, rígidas, quase uma espécie de armadura. Foi exatamente aí que me veio a comparação com as criações de dois designers que estão entre os meus favoritos: Gareth Pugh e Alexander McQueen.

Em sua coleção de outono-inverno 2009, Gareth levou à passarela looks armados, cheios de volumes e dobras, feitos com couro e até com pelos. E não é que Melk Z-Da no seu inverno 2010 apresentou criações que lembram bastante as de Gareth, no que diz respeto às formas? Já os volumes (e também as formas) dos vestidos de Melk, por sua vez, remetem àqueles que McQueen levou a sua incrível passarela de primavera-verão 2010. As imagens mostram um pouco disso:

 

Melk Z-Da (outono-invero 2010) e Gareth Pugh (outono-inverno 2009)

 

 

Melk Z-Da (outono-invero 2010) e Alexander McQueen (primavera-verão 2010)

 

Auslander

A Auslander veio com uma coleção dark e de forte pegada underground. Cabelos com moicanos, uso de metal, pregos, rostos com makeup branco, visual punk e detalhes que imitavam pelos. Mais uma vez a comparação com o trabalho de Gareth Pugh não poderia deixar de ocorrer, aliás, aqui a semelhança entre as duas criações é enorme. Olhando a malha do look masculino da Auslander, por exemplo, e uma outra beeem parecida que Gareth mostrou em sua passarela de verão 2010 não deixa dúvidas: o trabalho do estilista inglês é sempre uma grande fonte de inspiração. O detalhe que imita pelos nos nos ombros de um dos looks da Aulander remete também fortemente ao trabalho de Gareth. Abaixo estão as imagens demonstrando isso:

 

Auslander (outono-inverno 2010) e Gareth Pugh (primavera-verão 2010)

 

 

Auslander (outono-invero 2010) e Gareth Pugh (outono-inverno 2009)

 

Giulia Borges

E quanto à coleção de Giulia Borges e sua inspiração na figura de boneca, com muitos looks em preto e branco, com amarrações de fitas, peças ao contrário e com aspecto de que ainda estão em construção. Tudo bem interessante. E os looks em xadrez preto e branco??? Lembra bastante Alexander McQueen, novamente ele, mas desta vez quanto a sua coleção fall-winter 2009, certo?

 

Giulia Borges (outono-inverno 2010) e Alexander McQueen (outono-inverno 2009)

 

Fotos: Reprodução