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Que Andrej Pejic e Zombie Boy que nada! A Ausländer aposta na beleza de Daisy Lowe para a próxima temporada

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Para a próxima edição da Fashion Rio que começa dia… a Ausländer promete não polemizar como em seu último desfile da semana de moda carioca, quando levou para a sua passarela o top Andrej Pejic (ícone da androginia masculina na moda) e Zombie Boy.

A aposta da marca é na top Daisy Lowe (foto acima) modelo cool e it-girl britânica. A maior parte das marcas para as quais Daisy posou, tais como Marc by Marc Jacobs, Agent Provocateur e Dr. Martens quiseram despí-la,  já a Ausländer quer vê-la vestida para desfilar a sua coleção de inverno/2012.

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Editorial W Magazine, dezembro/2011: “Divine Decadence”

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Lara Stone, atual modelo nº 1 do mundo, era considerada fora dos padrões por ter um corpo com mais curvas que as demais modelos na indústria da moda, bem como por seus famosos dentinhos afastados. Da mesma forma, o modelo Andrej Pejic só viu crescer a sua fama no mundo da moda por conta de sua aparência andrógina, sempre bastante explorada em desfiles, editoriais e campanhas de moda.

Acompanhados de um outro modelo que também possui aparência andrógina, Willy Cartier, Lara Stone e Andrej Pejic aparecem juntos no editorial “Divine Decadence” da edição de dezembro da W Magazine. Os clics são do fotógrafo Paolo Roversi, com styling de Edward Enninful. Nelas, a modelo holandesa aparece ruiva e o modelo sérvio, sem roupas.

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A Androginia está na moda

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Tanto na moda quanto na arte a questão que envolve o gênero e a androginia sempre foi polêmica. A criação de uma beleza fora do padrão e a própria fusão de características masculinas e femininas seja em uma pessoa ou em um look, gera todo um burburinho e isso não é de hoje.

Conta a mitologia grega que os andróginos eram seres esféricos que possuiam os dois sexos, quatro mãos e duas faces opostas. Como eles eram fortes, tentaram invadir o Olimpo (morada dos deuses) para tomar o poder. Acontece que Zeus, frente às ameaças dos andróginos, condenou cada um deles a viver eternamente em busca pela sua metade. É justamente essa beleza inesperada, considerada feia por alguns ou estranha, aquela que nos une a nossa outra metade e que nos instiga a explorá-la: eis o “eterno dilema” com o qual os andróginos da atualidade convivem.

Talvez seja exatamente essa busca por explorar a nossa tal outra metade é que vem influenciando o momento pelo qual a moda passa atualmente. Afinal, ela anda cheia de referências à androginia, tanto na aparência de modelos, quanto em itens do vestuário. Referências nas roupas masculinas para compor os looks femininos são mais do que recorrentes, basta lembrar da calça boyfriend, das várias versões já criadas do smoking criado por Yves Saint Laurent em 1966 para as mulheres (fotos acima), as calças femininas de alfaiataria com corte masculino, a coleção masculina de inverno 2008/09 da Prada, cheia de conotações femininas (sempre uma referência para mim no quesito das coleções que “brincam” com as questões de gênero), os sapatos oxford e tantas outras, são apenas alguns dos exemplos que ilustram isso.Talvez a moda nunca misturou tanto ícones tradicionalmente masculinos para compor looks femininos e vice-versa.

Mudando o foco para as campanhas e os edioriais de moda, sempre é possível se ver ótimosexemplos da temática andrógina send explorada. Para exemplificar, recentemente a nova campanha da FIASCO Magazine fotografada por Jesse Laitinen e intitulada de “BOYS BOYS BOYS IN ROOM 123” (fotos abaixo), explora muito bem a questão da androginia na moda colocando meninos, plumas, rendas e muito salto alto em um editorial só.

E nesse mergulho pelo mundo da androginia, não se pode deixar de citar a aparência dos modelos, tanto dos homens quanto das mulheres, representando um outro desdobramento da questão. Neste ponto encontramos um dos tops mais requisitados no cenário fashion atualmente. Trata-se de Andrej Pejic e sua beleza feminina.

Com apenas 18 anos Andrej Pejic já causa muita polêmica por ter um rosto super afeminado e confundir muitas vezes com uma mulher. O seu début aconteceu em julho de 2010 na fashion week de Paris. Desde então, ele ilustrou as edições japonesa, italiana, turca e francesa da Vogue, e consta como o número 16o no ranking do Models.com. Mas o modelo não quer ser conhecido pela polêmica, como disse ao Daily Best, mas como um símbolo da transformação nas imagens de moda, em que a diferença entre atitudes masculinas e femininas não importa tanto.

 

O modelo na capa (junho/2011) e em editorial (maio/2011) da L’Officiel Magazine

Andrej Pejic nas passarelas de Jean Paul Gaultier (S/S 2012) e aqui no Brasil, durante a última

edição do Fashion Rio, desfilando para a Auslander.

Fotos: Reprodução

Ausländer encerra o Fashion Rio e trás à tona a discussão sobre a tal “Geração Y”

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A última edição do Fashion Rio foi certamente aquela que reuniu em um único evento e em um único desfile as personalidades mais, digamos assim, diferentes no atual cenário fashion, trata-se das presenças dos modelos Rick Genest e Andrej Pejic que desfilaram para a Ausländer encerrando a temporada de moda verão/2012 carioca.

Conhecido no cenário fashion por sua aparência bizarra, o modelo Rick Genes também chamado de “Zombie Boy” atraiu olhares e flashes como poucos. Ele é uma das figuras atualmente muito concorridas internacionalmente. Participou do desfile e da atual campanha da grife Thierry Mugler e contracenou com Lady Gaga no clipe de “Born this way”. No desfile da Ausländer ele fez duas entradas e na última apareceu na passarela sem camisa, mostrando o corpo tatuado e carregando uma placa on se lia “Young Blood ” (sangue jovem).

  

Na mesma passarela, Andrej Pejic chamou a atenção. Famoso pela aparência andrógina, o modelo já chegou a ser eleito internacionalmente como uma das “mulheres” mais sexy do planeta. Para a Ausländer ele também fez duas entradas. Na primeira surgiu na passarela com visual e look feminino, usando uma camisa com a frase estampada “Oh Lord, i have sinned” (ou, Oh Senhor, eu pequei) e para encerrar retornou vestido com modelo masculino.

 

Com o tema “Geração Y (Digital Youth, Millennials ou Globalists)” a Ausländer procurou ( e conseguiu!) expressar através da sua coleção muito do que a tal “Geração Y” significa, ou seja, a geração dos nascidos entre 1978 e 1990, concebidos na era digital, democrática e da ruptura da família tradicional. São pessoas que estão acostumadas a pedir e ter o que querem. Essa turma está, aos poucos, provocando uma revolução silenciosa, sem as bandeiras e o estardalhaço das gerações dos anos 60 e 70, mas com a mesma força poderosa de mudança. Eles acreditam que as normas do passado não funcionam e as novas estão sendo por eles inventadas, segundo Anderson Sant’Anna, professor de comportamento humano da Fundação Dom Cabral.

Outra marca desses jovens, ainda de acordo com Anderson, é que eles estão aptos a desenvolver a autorrealização, algo que, até hoje, foi apenas um conceito para muitos. Assim, ter o corpo coberto quase que totalmente por tatuagens, como fez o modelo Rick Genes ou ter uma aparência andrógina, como é o caso do top Andrej Pejic, bem como o sucesso e a aceitação que tem a modelo transex Lea T hoje, algo impensável a algumas décadas, signifa para a atual geração coisas completamente normais, aceitáveis e que expressam, antes de mais nada, o tal desejo incontido de se autorrealizar, de expressar o verdadeiro eu de cada um.

Não a toa o estilista Marc Jacobs, em ensaio para a revista “Industrie”, posou vestido de mulher, uma “transgressão” que, aliás, é cada vez mais bem vinda no mundo da moda, um mundo que também está cada vez mais refletindo os valores da sociedade atual, a sociedade da “geração Y”, para a qual as questões de Gênero são, também, assuntos mais do que normais e sobre os quais não cabem críticas e preconceitos .

Fotos: Reprodução