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Um pouco das melhores campanhas de moda de 2012

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Com 2013 chegando, que tal relembrar as campanhas de moda que marcaram este ano? Grandes fotógrafos, modelos e marcas se empenharam para criar trabalhos recheados de imagens, criatividade e inovação. Entre tantas campanhas legais, não é tão simples escolher as melhores, assim, selecionei nas imagens abaixo algumas das que mais me agradaram.

O que acharam?

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Tendência do momento: caveirismo

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Coleção inverno/2010-11 de Alexandre Herchcovitch na SPFW

Está super atual o uso de estampas de caveiras em roupas e acesórios e mesmo com todo o sucesso que essas imagens vêm fazendo, ainda é meio incerto apontar como elas se tornaram tão recorrentes na moda, havendo ainda muitas dúvidas sobre a maneira correta de usá-las, para que o visual não se torne muito pesado, afinal, as caveiras estão normalmente ligadas a ideias como morte, tristeza e outras nada agradáveis, convenhamos…

Passando para o universo da moda, ideías negativas são tudo o que não se busca ao recorrer às caveirinhas e o sucesso que elas vêm fazendo é tamanho que já existe até mesmo um nome que define a estampa e os demais acessórios com esse motivo, trata-se do “caveirismo“, verdadeira febre entre os mais estilosos.

Mas se anteriormente as caveiras apareciam sempre ligadas a punks e góticos, entre bandanas, lenços e t-shirts, na atualidade elas alcançaram o posto de item de desejo fashionista e o caveirismo traz graça e modernidade a camisetas, bolsas, jóias, bijuterias e tantos outros acessórios.

Aqui no Brasil a moda pegou mesmo graças ao estilista Alexandre Herchcovitch que adotou as caveiras como a principal estampa para a sua marca. Lembram do desfile masculino do estilista na edição de inverno 2010 da SPFW, onde as caveiras apareciam no make que os modelos usaram? Internacionalmente o designer britânico Alexander McQueen que há várias temporadas utiliza as caveiras como sua marca registrada, adornando fechos de bolsas, lenços, jóias e outras peças do vestuário, como nas imagens abaixo, foi um dos principais nomes da moda mundial responsáveis pelo boom que as caveiras alcançaram na moda mundial.

Algumas criações de Alexander McQueen, sempre com referências às icônicas caveiras, tão marcantes nos trabalhos do estilista.

Mas se para alguns a moda das caveiras agrada, para outros o visual pode parecer muito carregado (pelos motivos expostos anteriormente) e um tanto quanto mórbido ou forçando demais o estilo rocker. Se o problema for esse, vale a pena prestar atenção nas dicas de quem entende do assunto para não errar.

Segundo os consultores de moda e estilo, para garantir um look incrível e que não fique com aquela aparência pesada e desagradável, não existe nenhum segredo, basta fazer um equilíbrio entre as caveiras e tachas com peças mais lisas e básicas. Outro ponto que merece atenção, segundo os especialistas, é o de não usar o caveirismo com tudo muito preto e pesado, pois, além de ser desagradável para um dia de sol, por exemplo, a imagem também não fica nada cool. Assim, vale usar e abusar de combinações com preto e branco que farão grande sucesso nas passarelas das ruas. As imagens abaixo são ótimos exemplos disso:

Das passarelas para as ruas, a tendência do caveirismo logo foi devidamente assimilada por consumidoras ávidas em acompanhar as tendências da moda.

Caveirismo em Estampas

Impossível não falar das roupas estampadas com caveiras, cada vez mais ganahando versões que fogem do óbvio e do básico, alcançando o status de item fashion. Nesse quesito as t-shirts são as peças mais vistas e, por que não dizer, as mais desejadas por aqueles ávidos em aderir ao estilo do caveirismo. Nesses casos as estampas são variadas, agradando aos mais diferentes gostos.

  

Mas para quem pensa que só de t-shirts vive a moda do caveirismo, está enganado. É possível encontrar a tendência também nos mais variados acessórios, para fugir apenas das roupas.

Caveirismo em Acessórios

Os acessórios também ficam muito interessantes com o toque dado pelas caveiras. Seja em calçados, lenços, anéis ou em colares, o look fica  bem atual, só é preciso ter o cuidado de não usar vários itens juntos, pois aí sim o visual vai ficar carregado demais. Na hora de usar os acessórios, o legal é saber dosar e apostar nas caveiras em alguns detalhes apenas.

Abaixo, alguns exemplos:

Finalizando…  Como tudo, em se tratando de moda, o que deve prevalecer na hora de compor um look é o bom senso e o respeito ao estilo pessoal, assim, seja com caveiras ou não, o resultado será sempre um visual não apenas bonito de se ver, mas também de se usar. Fica a dica!

Fotos: Reprodução

Maria Antonieta repaginada na Vogue US de abril/2012

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A eterna top Kate Moss é a estrela de um ensaio fotográfico especial para a edição de abril da Vogue norte-americana. A modelo inglesa posou para as lentes de Tim Walker, um dos mais queridos fotógrafos das modelos internacionais, encarnando a figura da lendária Maria Antonieta, só que repaginada para os dias atuais, mas sem perder características marcantes da nobre da corte francesa do século XVIII.

Aliás, o clima de ostentação e de alto luxo, marcantes da nobreza daquela época, foi bem trabalhado tanto nos looks que Kate Moss usa para as fotos, quanto com relação à locação escolhida para o ensaio, nada mais e nada menos que o pomposo Hotel Ritz, em Paris, e suas suítes decoradas no estilo realeza.

Quanto aos looks, Kate foi clicada usando haute couture Valentino, Chanel, Christian Dior, Alexis Mabille, Alexander McQueen, Givenchy, Balenciaga, Armani Prive e Giambattista Valli. O styling ficou a cargo de Grace Coddington.

Abaixo algumas imagens do ensaio:

Moda, arte e suas relações íntimas

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Eu já escrevi um post aqui no blog onde discorri brevemente sobre as relações íntimas que existem entre a moda e as artes plásticas. Essa relação já vem de longe e continuam a pontuar as coleções. Exemplificando esse relacionamento, as últimas coleções de verão internacionais desfiladas recentemente, são uma boa demonstração disso.

Estampas que parecem ter sido copiadas de pinturas famosas, chamam a atenção por sua beleza e seu impacto, tanto visual quanto emocional, semelhante ao que as obras de arte causam nas pessoas. A fonte de inspiração dos designers de moda é, na maioria das vezes, algo bem pessoal e pinturas e fotografias podem dar vida a cartelas de cores que variam do pastel ao chocante, como visto em coleções de Primavera/Verão 2012 da Semana de Moda de Londres, com ênfase nas criações da estilista Mary Katrantzou, que para mim é a que melhor exemplifica essa relação (fotos abaixo).

Além de Katrantzou, outros designers/grifes que merecem ser citados por conseguirem através de seus trabalhos exemplificar nitidamente a relação entre moda e artes plásticas, são a Balenciaga e Alexander McQueen.

No caso da Balenciaga, essa relação se mostrou bem evidente na coleção de verão/2008, na qual as estampas dos modelos floridos remetiam às pinturas impressionistas de mestres como Monet e Renoir.

Alexander McQueen, merece ser citado pelo uso que fez da arte, sobretudo das pinturas multidimensionais para compor a estamparia dos looks de sua inesquecível coleção Platos Atlantis, em outubro/2009, elevada à vanguarda da moda.

Vamos ver alguns exemplos disso nas imagens abaixo?

Vestido da coleção de verão/2008 da Balenciaga e a inspiração na pintura impressionista aqui representada pela tela Water-Lilies, de Monet.

Look da coleção de verão/2009 de Alexander McQueen e a arte multidimensional do pintor Rassouli e sua tela Silent Echos.

Imagens: Reprodução

Uma verdadeira profusão de grifes no novo clipe de Beyoncé

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Uma verdadeira profusão de marcas bombadas do planeta fashion, é o que se pode (também) dizer do clipe de “Run the world (girls)” de Beyoncé. A cantora veste seis vestidos, sendo dois deles de alta-costura. Os looks são assinados por grifes como Givenchy, Jean Paul Gaultier, Emilio Pucci, Alexander McQueen e Gareth Pugh.

Se para a cantora quem manda no mundo são as mulheres, certamente acerca da sua visão é possível inferir que elas o fazem usando roupas de grifes estreladas mundialmente, ou então, se quisermos divagar um pouco mais sobre a questão, as mulheres ao mandarem no mundo, bucam conseguir tal intento se apropriando de marcas luxuosas que irão criar a imagem que elas (as mulheres) pretender passar de si mesmas para os demais.

The look: acertos e deslizes no baile do MET 2011

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O baile do MET é sempre O EVENTO de moda onde todo mundo procura caprichar na produção. A festa deste ano teve em sua programação a exposição “Savage Beauty” que celebra a obra de Alexander McQueen. Somado ao sucesso e à repercussão que o nome de sua grife teve ao assinar o vestido de noiva do casamento real, o designer foi certamente um dos mais festejados no evento. Um grande número de celebridades vestiram looks assinados pela maison McQueen, cada qual ao seu estilo.

 

Entre as convidadas de peso do baile deste ano, destaque para a top editora chefe da Vogue Nippon, Anna Dello Russo, que se produziu da cabeça aos pés com peças assinadas pela marca Alexander McQueen. Como as produções de Dello Russo têm sempre o estilo marcante e ultra fashion da editora, ela procurou deixar a sua marca pessoal no acessório da cabeça, usando mais um daqueles chapéus que só mesmo ela costuma ostentar.

Como em todo evento sempre há quem exagere e dê aqueles escorregões na produção, no baile do MET não foi diferente. A cantora Beyoncé Knowles, que é chegada em um look provocante de gosto duvidoso, deu mais uma demonstração disso. Com um vestido assinado por Emilio Pucci, estilo sereia, mega colado ao corpo e com decote abusado, a diva pop exagerou do direito de chamar a atenção. A impressão que ficou é que se Beyoncé desse um espirro o vestido todo iria pelos ares…

Quer ver o que os demais convidados usaram na festa? O sempre bombado portal Style.com te mostra tudo!

Fotos: Reprodução

Alexander McQueen: Savage Beauty

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Gótico, exótico, nacionalista ou primitivo, mas um eterno romântico: uma imponente retrospectiva dedicada a Alexander McQueen, estilista de talento e criatividade inquestionáveis e que morreu ano passado (reveja a homenagem feita para ele aqui no blog), será inaugurada nesta segunda-feira (02/05) no Metropolitan Museum of Art em Nova York. Intitulada “Alexander McQueen: Savage Beauty”  a exposição conta com cerca de 100 looks e 70 acessórios de McQueen, criados ao longo de seus 19 anos de carreira, desde suas criações da época da graduação pela Saint Martins College of Art and Design, em 1992, até suas últimas criações apresentadas em desfile após sua morte, em fevereiro de 2010.

Com sua fascinação pelo macabro, o grotesco e o sublime, Alexander McQueen era nada menos que um grande artista, e está no lugar certo: no museu“, declarou Andrew Bolton, curador da mostra. A exposição é dividida em seis ambientes: “A mente romântica”, “Gótico romântico e gabinete de curiosidades”, “Nacionalismo romântico”, “Exotismo romântico”, “Primitivismo romântico” e “Naturalismo romântico”.

McQueen, que morreu em 11 de fevereiro de 2010, aos 40 anos, 19 dedicados a uma carreira fenomenal, era adepto de desfiles extravagantes e os organizadores da mostra quiseram reforçar esse aspecto. Frases ditas pelo estilista, tais como “Tem que se conhecer as regras para transgredi-las, e para isso estou aqui, para romper com as regras dentro do respeito e da tradição“, decoram as paredes das várias salas onde estão expostos cerca de cem modelos e outros tantos acessórios, com uma decoração escura coberta de espelhos e forro cinza. A música ambiente lembra o vento soprando em um bosque, entremeado por suspiros eróticos de um casal. Um ventilador levanta uma saia de seda, os manequins estão cobertos por máscaras, plumas ou capacetes de esgrima. Todo esse clima remete a uma relação com a mente complexa e por vezes obscura de onde surgiam as criações maravilhosas de McQueen.

McQueen sentia atração pelo macabro, como mostra um paletó escrito “Jack o estripador espreita suas vítimas“, apresentado em 1992 no famoso colégio St. Martins, de Londres. “A morte faz parte da vida. É triste, melancólica e romântica também. Tudo tem um fim“, escreveu o estilista. Os acessórios exibidos também reforçam o enfoque macabro do designer. “Eu gosto dos acessórios principalmente por seu aspecto sadomasoquista“, está escrito em uma das paredes.

A exposição fica em cartaz até 31 de julho/2011 no museu Metropolitan, em Nova York e é sem dúvida imperdível para todos aqueles que, além de adimirarem o trabalho de McQueen, são também apaixonados por moda e por todas as significações que a mesma confere ao vestuário, aos acessórios e a maneira como as roupas são criadas, bem como sobre a forma como cada um de nós se apropria das mesmas para expressarmos nossa individualidade.

 

Fotos: Reprodução