Arquivo da categoria: Street Style

Clutch masculina: você usaria?

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Também conhecida como “capanga” pelos nossos pais e avós, a clutch masculina nada mais é do que um tipo de carteira de couro em formato retangular, geralmente com uma alça para segurar. Para os homens que precisam carregar mais do que a carteira e menos do que cabe em uma mochila, a clutch é perfeita.

Esse acessório ainda não é muito visto por aí, diferentemente do que ocorreu nos anos 70 e 80, quando as tais capangas eram símbolo de elegância. Entre os anos 90 e 2000, juntamente com as abomináveis pochetes, as clutches ficaram meio que deixadas de lado e assim continuaram até ressurgirem, primeiro nas passarelas internacionais e,  mais recentemente, nas ruas compondo os looks masculinos.

O retorno do acessório é mais uma prova de que na moda tudo vai e volta, além do que esse tipo de bolsa nunca saiu mesmo da linha de produtos permanentes de grifes de luxo. Assim, eis que a clutch bag masculina retornou como um dos itens mais desejados pelos homens na atualidade, sobretudo após grifes de peso terem levado para as suas passarelas modelos usando o acessório. Basta lembrar dos desfiles masculinos da Louis VuittonPrada e de Marc, by Marc Jacobs. Na vida real, imagens de street style comprovam isso!

Abaixo, algumas imagens para você se inspirar e ir pensando em como aderir à proposta. O que você acha?

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Anna Piaggi: “Ela é uma das possibilidades do que a moda pode ser”.

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Em um momento no qual o valor comercial pesa muito mais na balança da moda do que a criatividade, a perda de uma grande visionária é de se lamentar. É o que se pode falar sobre Anna Piaggi que morreu hoje aos 81 anos em seu apartamento em Milão.

Piaggi era conhecida por seus looks excêntricos, exuberantes, criativos e originais, que a acompanham desde jovem. Sua coleção de roupas é famosa, assim como famosas são as verdadeiras lendas que contam que Anna tinha um closet com quase três mil vestidos. Jamais foi vista repetindo uma roupa, o que lhe rendeu até uma exposição no Victoria and Albert Museum, em 2006, em Londres. Muito antes, em 1986, Karl Lagerfeld já havia publicado seu “Fashion Journal”, dedicado a 10 anos de Anna Piaggi e seus figurinos, em uma coleção de centenas de ilustrações e sketches.

Colunista da revista Vogue Italia, ela era responsável pela famosa “Página Dupla”, da publicação – ou “D.P. Doppie Pagine di Anna Piaggi”. Anna tinha na Vogue italiana seu canal fixo para exercer seus pensamentos e ideias com total liberdade de expressão. Não só seu estilo, mas também suas palavras, sempre causaram admiração e impacto na indústria da moda. Como consultora criativa da revista, emocionou, incomodou, enlouqueceu e embelezou o mundo fashion.

Entre seus fãs declarados, estão Karl Lagerfeld, Dolce & Gabbana, Anna Dello Russo, Manolo Blahnik, que a chama de “inacreditavelmente moderna”, Bill Cunningham a chamava de “a poeta das roupas”, além do chapeleiro britânico Stephen Jones que  declarou: “Ela é uma das possibilidades do que a moda pode ser”.

Na galeria abaixo alguns clics de Anna Piaggi e seus looks incrivelmente únicos:

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A estampa engraçadinha da Prada é tendência no verão europeu

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A estampa “animadinha” da coleção verão/2012 da Prada ganha as ruas da Europa.

As idéias apresentadas aos homens nas semanas de moda para o verão europeu começam a aparecer nas ruas e cada um faz as devidas adaptações, conforme o gosto pessoal. Na verdade, cada país tem suas peculiaridades na moda, principalmente a masculina, mas não é novidade pra ninguém que há marcas que “ditam” mesmo o que se vai querer usar e a Prada é uma dessas marcas.

Como exemplo, vale citar a coleção de verão 2011/2012 da Prada, uma das mais “inspiradoras” para o resto do mundo. Lojas de departamentos fizeram cópias fiéis das estampas que a grife desfilou, deixando muita gente incrédula e louca para adquirir uma peça. Quer mais um exemplo? Cito também o color block. Do guarda roupas feminino ao masculino, foi impossível não se render à tendência, apresentada pela Prada em sua coleção de verão de 2007/2008 (fotos abaixo) e, mais recentemente, pela Gucci em sua coleção masculina de verão/2013. Mais uma prova de que as temporadas passam e aquilo que foi tendência sempre volta.

Pois bem. Não sei se é possível afirmar o fim do color block para os homens, mas o fato é que ares vindos diretamente da europa apontam que as estampas animadas, tipo essa que o menino da foto principal deste post usa, promete ser o grande hype. A estamparia é bem colorida, com miniaturas espaçadas em fundo branco. Lembra também desenhos feitos à mão. Ela foi vista na temporada masculina de verão/2012 e logo ganhou as ruas, como aliás aconteceu também com o color blocking, enchendo de cor as produções masculinas nas ruas.

E ainda que alguém ache que assim como as estampas tratadas neste post e as demais tendências que estão sempre a surgir (ou a ressurgir), são apenas cópias, imitações ou releituras, o certo é que se sabe que isso está cada vez mais normal na moda de hoje, e o fato é que no caso das estampas que seguem os mesmos motivos daquelas que a Prada mostrou em sua passarela masculina, já caiu nas graças do streetstyle e está ganhando outras milhares de versões por marcas de todo o mundo, tanto em roupas quanto em acessórios. Veja nas imagens abaixo:

Seja em roupas ou em acessórios, a estampa engraçadinha da Prada caiu no gosto dos homens europeus. Agora é questão de tempo para a idéia chegar por aqui também!

Ora bolas!!!

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Lembram dos poás de Marc Jacobs e da Rodarte, apresentados como fortes tendências para o inverno 2011? Pois é, eles já estão sendo super vistos por aí. Scott Schuman do blog The Sartorialist registrou três bons exemplos disso, vejam:

As editoras de moda são, de fato, as novas top models?

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Carine Roitfeld: ela sempre arrassa e atrai a atenção dos fotógrafos, loucos por um clic.

Parece que já se foi o tempo em que eram as top models que lançavam tendências e influenciavam diretamente o público consumidor na hora de comprar uma peça desta ou daquela grife. O papel das editoras de moda atualmente está bem acima da simples direção das publicações de moda que as mesmas editam. Essas mulheres, poderosas como poucas, em muitos casos parecem incorporar a alma das revistas para as quais trabalham. Seja por uma estratégia de auto-promoção, seja por vaidade (e disso o mundo fashion está beeem cheio!), o certo é que algumas editoras estão faturando alto em cima de sua própria imagem e tudo o que elas vestem em suas aparições públicas causam impacto e influência direta sobre aquilo que o público deseja. Exemplos disso? Vários! Vamos lá conferir?

Vou começar por Franca Sozzani, editora da Vogue Italia. Após ter declarado que odeia fashionistas, Sozzani não só ganhou páginas em revistas e muitos posts em blogs de moda ao redor de todo o planeta fashion, como conseguiu obter um certo incômodo junto à mídia ligada ao mundo da moda, da qual ela mesma faz parte. Um comportamento desse tipo já é meio que esperado de alguém como Franca Sozzani. Ela é conhecida mesmo por suas declarações bombásticas (marketing pessoal? Quem sabe?) e isso só serve para deixá-la ainda mais em evidência e para que tudo o que ela venha a dizer chame a atenção da mídia.

Mas nem só de declarações polêmicas vivem as editoras de moda. Elas sempre conseguem traduzir as tendências e as novidades para o cotidiano de revistas e cada vez mais as suas aprovações são pontos cruciais seja na carreira de um estilista, stylist, fotógrafo ou de uma modelo. Tudo o que elas vestem causa impacto entre os leitores e fãs de moda. Então, por que não utilizar todo esse conhecimento e informação que possuem e lucrar com isso? Afinal, moda partindo de quem entende do assunto não pode dar errado, certo?

Um bom exemplo desse impacto causado nas pessoas pela imagem que uma editora demonstra é o caso de Anna Dello Russo (Vogue Nippon) e Carine Roitfeld (ex-Vogue Paris). Verdadeiros fenômenos da mídia, as duas vendem produtos e esquentam sites e blogs. Suas aparições em público, sobretudo nas semanas de moda, sempre rendem excelentes posts sobre street style, por exemplo.

Também não é possível deixar de citar a sisuda Anna Wintour (foto abaixo), a “editrix” da Vogue US, cuja ambição e oscilações de humor já foram retratadas em inúmeras reportagens, filme (“The Devil Wears Prada“) e documentário (“The September Issue“). Ainda que ela não demonstre a mesma simpatia das suas “coleguinhas” de trabalho, Wintour também é recorrente em posts de blogs especializados e em publicações de moda.

Anna Wintour e o seu já bem conhecido carão: pouca simpatia, mas muito estilo.

Detalhando um pouco mais do estilo das editoras de moda

Para um post que trata das editoras, é mais do que necessário falar um pouco do estilo, tanto pessoal quanto profissional dessas personagens. Vamos começar pela minha preferida: Carine Roitfeld (que me perdoem as demais!).

Carine na i-D Magazine,  capa de seu livro “Irreverent” e no “Baile de Vampiros” organizado por ela.

Carine foi a primeira editora a ser notada por seu estilo pessoal. Sua assinatura “porno-chic” em editoriais como os da Vogue Paris (quando ela foi a editora de moda da revista) marcaram época e seu estilo representava a atitude da própria revista. Exemplos disso? Eu cito aqui três deles, só para exemplificar: a edição de outubro/2010, de dezembro do mesmo ano e a edição comemorativa pelos 90 anos da Vogue francesa. Essas revistas demonstram bem a marca impressa por Carine na Vogue Paris durante o seu reinado como editora de moda da publicação.

Durante a última semana de moda em Paris, ela (como já é de costume) marcou presença em muitos desfiles, sempre arrassando no visual. Durante o evento lançou sua biografia, “Irreverent”, e recebeu uma legião de fãs que queriam mais tirar uma foto com ela do que comprar o livro. Tom Ford criou uma bolsa que leva seu nome, que já promete ser a nova it bag. Ela também é capa da i-D Magazine, e agora vai lançar sua própria revista (fotos acima).

Outra top editora é a irreverente Anna Dello Russo, um fenômeno mais recente. Aos 48 anos, 25 passados na editora Condé Nast, ela sabe como ninguém chamar atenção, com dezenas de looks extravagantes, que ficam no limite entre o divertido e o mal gosto (a exemplo de suas aparições com os chapéus em formato de melancia e de cerejas). Seu guarda roupa já ocupa um apartamento inteiro em Milão. Além disso, Anna tem seu próprio site, desfilou para a H&M, lançou um perfume que leva seu nome, já posou para um editorial exclusivo na W Magazine de novembro/2010 e teve uma boneca Barbie criada em sua homenagem, entre outras atividades (ufa!).

Anna Dello Russo nas ruas e, à direita, em editorial fotografado por Juergen Teller para a W Magazine de novembro/2010.

Por outro lado, há as que são mais low profile, caso de Emmanuelle Alt, atual editora da Vogue Paris. Aos 44 anos, ela quase não usa maquiagem, e ostenta sempre um visual cool e meio que andrógino, muitas vezes mesclando peças super chics, como as jaquetas da Balmain, combinadas a alguma peça de estilo mais “podrinho”, com detalhes rasgados etc. Emmanuelle personifica bem a imagem da parisiense urbana. Em um cargo de alta visibilidade ela não vivencia a fama como um lifestyle, diferentemente das suas colegas de profissão, sobretudo Carine e Dello Russo, mas nem por isso deixa de ser dona de um estilo marcante e bastante marcante, sobretudo entre as mulheres mais jovens.

Emmanuelle Alt, em cliques nas ruas de Paris e seu estilo onde o mínimo é o mais.

A vaidade e o acesso fácil a produtos exclusivos, como peças de desfiles assinadas por marcas de peso por exemplo, colaboram com o fenômeno causado pelas editoras de moda, que enquanto pessoas da vida real acabam por fazer com que o público consumidor acredite que tudo o que elas usam é maravilhoso e que ele mesmo (o público) sendo também formado por pessoas da vida real, pode ter e usar. Isso certamente ajuda as marcas a venderem, tendo nas editoras de moda uma poderosa e influente “vitrine viva” para os seus produtos. E que vitrine, não? É claro que não é a toa que 10 entre 10 estilistas querem ter nas primeiras filas de seus desfiles essas influentes mulheres, pois serão elas que conseguirão (ou não) fazer com que tal marca tenha espaço e brilho nos editoriais de moda das suas revistas, bem como serão elas que vão usar tais roupas, sendo vistas e desejadas em escala mundial.

Fotos: Reprodução

The look: Paris FW, S/S 2012, Carine Roitfield e seu street style de luxe

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A semana de moda de Paris nunca cansa. Sempre tem algo para se ver e comentar, seja dentro ou fora das passarelas. A cidade eternamente linda, fica ainda mais fantástica com tanta movimentação e o corre corre frenético de fashionistas, modelos, fotógrafos, jornalistas e editores de moda, todos ávidos para não perder nada do que se passa pela cidade durante a sua fashion week.

Em meio a tanta movimentação e tanta gente interessante, bons looks nas ruas é o que não falta. Para quem AMA street style o lugar é Paris, com certeza… Queria postar sobre todos os looks que se vê nas ruas da capital francesa, mas isso resultaria em um post, ou em uma sequências de posts gigantescos, dada a quantidade de imagens que teria para postar. Assim, escolhi apenas uma persona, ninguém mais e ninguém menos que Carine Roitfield, a célebre ex-editora chefe da Vogue Paris.

Ela é a eleita de 10 entre 10 blogueiros de moda que têm em sua pessoa a concretização daquilo que se gosta de ver por aí: estilo e elegância sempre muito bem dosados, sem exageros e com total bom gosto, pois em todos esse quesitos, não tem jeito, Carine é hour concour (always!).

Confira abaixo alguns exemplos disso:

Fotos: Ana Clara Garmendia (Moda Paris) Reprodução