Arquivo da categoria: Beauty

Sharon Stone para a Vogue Brasil maio/2012

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Vogue Brasil de maio/12 é uma edição especial comemorativa pelos 37 anos da revista e para marcar a data em grande estilo, a publicação escolheu a deslumbrante atriz Sharon Stone que brilha na capa e no recheio da edição, em um editorial especial.

As fotos foram feitas no final de março passado em Los Angeles, assinadas por Alix Malka e com styling de Elizabeth Stewart. Nas imagens, a atriz de 54 anos posa com looks dos brasileiros Carlos Miele e Patrícia Viera ao lado de peças de efeito de grifes internacionais poderosas como Dolce & Gabbana, Prada e Stella McCartney, todos ressaltando a ótima forma da estrela.

Além da capa e do editorial para a Vogue brasileira, Sharon está em uma entrevista na qual confessou, entre outras coisas, que se acha mais bonita hoje, aos 54 anos, do que há 20 anos atrás. Alguém é capaz de discordar?

Abaixo, um pouco da beleza da atriz holywoodiana nas páginas da nossa Vogue. Quer ver mais? O restante está narevista, que chega às bancas no dia 30 de abril. Imperdível!

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Madonna: nada de estilistas famosos no figurino de Girl Gone Wild

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De volta aos velhos tempos dos clipes sensuais em preto e branco (lembram de Justify My Love e Erotica?), Madonna reassumiu o figurino fetichista no recém-lançado single Girl Gone Wild, dirigido pela bombada dupla de fotógrafos Mert Alas & Marcus Piggott.

Sobre o figurino com o qual a diva aparece nas cenas do clipe, a stylist Arianne Phillips adiantou sobre alguns dos designers que participaram da escolha dos looks que Madonna usa, e para surpresa geral,  nada de estilistas de passarela no closet do clipe.

Parte das peças foi feita por Michael Schmidt, estilista e joalheiro de Los Angeles, que já trabalhou com praticamente todas as cantoras pop – e já foi parceiro de Madonna nos clipes de Fever, Sorry e na turnê Sticky and Sweet e Drowned. Já os sapatos foram produzidos pela Zoraide, marca de luxo italiana, além do sutiã by Agent Provocateur, feito com renda e tule e com modelagem para levantar os seios, que já tinha aparecido na capa do single (foto acima).

Bom, Madonna continua em plena forma e reafirma que continua sendo a “Rainha do Pop” e uma grande lançadora de tendências quando o assunto é moda. O clipe de Girl Gone Wild e Give Me All Your Luvin só confirmam isso.

Calendário Pirelli 2012 em clics de Mario Sorrenti

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Venho acompanhando através do blog as edições do Calendário Pirelli desde o ano de 2009, quando o mesmo veio com belas imagens clicadas por Peter Beard que buscou inspiração na África com todas as suas características étnicas. A edição de 2010, uma das mais polêmicas, teve a assinatura do também polêmico Terry Richardson que usou (e abusou) de muita nudez e sensualidade. O deste ano, 2011, foi o melhor em minha opinião. Com fotografias assinadas por ninguém menos que Karl Lagerfeld, teve inspiração na beleza clássica exaltando as divindades da Grécia Antiga.

Curiosamente, para a edição de 2012 e diferente do que se poderia esperar (pelo menos do que eu esperava), a Pirelli lançou um calendário com muitas cenas de nudez, inclusive nús frontais mesmo que, apesar da beleza das modelos e das fotografias, chega a ficar, de certo modo, de mau gosto e até mesmo apelativo demais.

Com assinatura de Mario Sorrenti, as imagens não chegam a lembrar aquelas dos clássicos calendários de borracharia (o cúmulo da falta de bom gosto!), mas a edição 2012 bem que poderia ter primado por imagens que lembram editoriais de moda, como o das edições de 2009 e 2011, com nudez e sensualidade sim, afinal essas são marcas desse calendário, mas primando por algo não tão apelativo como é o caso deste de 2012.

Abaixo o vídeo com o making off da sessão de fotos para o calendário Pirelli edição 2012:

Imagens: Reprodução

Rodarte no “Marie Claire Inspiração”: moda para fazer sonhar

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Na noite de ontem, segunda-feira (24.10), aconteceu a já esperada terceira edição do “Marie Claire Inspiração” no Museu Brasileiro de Escultura (MUBE), em São Paulo. Promovido pela revista Marie Claire que trouxe, este ano como uma das principais atrações do evento, as irmãs Kate e Laura Mulleavy, da Rodarte.

Simpáticas ao jeito delas, Kate e Laura Mulleavy começaram falando sobre seu método de trabalho, incluindo suas parcerias, como no caso da coleção lançada com a Target em 2009 e os figurinos que elas criaram para o filme “Cisne Negro” (2010). “Nós fomos descobrindo maneiras diferentes de trabalhar com diferentes times e produtos, mas descobrimos que funciona quando criamos histórias nas quais podemos basear nossas escolhas, e conversamos sobre as ideias que achamos que podem ser poderosas”, afirmou Laura. No caso do filme, a estilista contou que elas tiveram “muita liberdade, o que eu acho que é incomum na criação de figurinos, mas o Darren [Aronofsky, diretor do longa] queria uma linguagem visual forte, e combinamos a beleza e a delicadeza do ballet com algo mais brutal. Foi bem intenso”. Kate complementou: “Apesar de termos tido muita liberdade, era um personagem muito definido; um dos desafios foi criar figurinos icônicos que fizessem a audiência acreditar que todo aquele esforço e toda aquela transformação valiam a pena”.

A respeito de sua visão sobre a moda, já que seus trabalhos são frequentemente descritos como obras de arte e já foram expostos em museus, Kate afirmou que costumam ser questionadas sobre isso e acredita que tanta especulação se deve ao fato de algumas pessoas não conhecerem o trabalho das duas estilistas, e que quando as ouvem falando sobre suas coleções, pensam que estão tratando de um filme, um curta, ou uma instalação. Laura, por sua vez, disse acreditar que a moda “é um jeito de entender a cultura”, que “é possível entender a história pela maneira como as pessoas se vestem – é uma das quatro coisas que ajudam a entender o que estava rolando 10 anos antes”, idéia com a qual eu sempre comunguei, desde que comecei a me interessar por moda.

Para agradar ainda mais àqueles que passaram pelo MUBE, peças da coleção verão 2012 da Rodarte ficaram expostas, mostrando as razões pelas quais as criações da grife são comparados a obras e arte.

Fotos: Juliana Knobel (Reprodução)

Marlene Dietrich: vanguardista fashion

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Há pouco tempo eu postei aqui no blog algo sobre a androginia na moda. Hoje, em uma sessão de cinema pra lá de especial, estive vendo algumas cenas da alemã Marlene Dietrich, que nos anos 30, foi a primeira atriz a usar roupas masculinas em um filme (“O Anjo Azul” – Der Blaue Engel, 1930),  justamente o filme a que assisti hoje e que imediatamente me remeteu às questões de gênero que sempre permeiam não só o cinema, mas também e, sobretudo, a moda, me inspirando a escrever este post.

No filme em questão, Marlene se apropria de roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking, com o intuito de provocar os homens ao erotizar as suas próprias roupas. Ela nem sabia, mas como que profeticamente, estava adiantando uma tendência que hoje é atemporal: a inspiração em looks masculinos para vestir as mulheres. O melhor exemplo dessa “profecia”, ao meu ver, foi o fato de que passados mais de 30 anos após “O Anjo Azul”, Yves Saint Laurent lança o smoking feminino e todo mundo comenta, se choca e se maravilha com a ousadia do mestre.

Imagens de moda são sempre inspiradoras, como inspiradoras o são as imagens de Marlene Dietrich e seu semblante feminino (mas com aquele quê de masculino) com suas sobrancelhas bem finas e o olhar lânguido, certamente um rosto que se eternizou e que tem  muito a ver  com a moda.

Fotos: Reprodução

A Androginia está na moda

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Tanto na moda quanto na arte a questão que envolve o gênero e a androginia sempre foi polêmica. A criação de uma beleza fora do padrão e a própria fusão de características masculinas e femininas seja em uma pessoa ou em um look, gera todo um burburinho e isso não é de hoje.

Conta a mitologia grega que os andróginos eram seres esféricos que possuiam os dois sexos, quatro mãos e duas faces opostas. Como eles eram fortes, tentaram invadir o Olimpo (morada dos deuses) para tomar o poder. Acontece que Zeus, frente às ameaças dos andróginos, condenou cada um deles a viver eternamente em busca pela sua metade. É justamente essa beleza inesperada, considerada feia por alguns ou estranha, aquela que nos une a nossa outra metade e que nos instiga a explorá-la: eis o “eterno dilema” com o qual os andróginos da atualidade convivem.

Talvez seja exatamente essa busca por explorar a nossa tal outra metade é que vem influenciando o momento pelo qual a moda passa atualmente. Afinal, ela anda cheia de referências à androginia, tanto na aparência de modelos, quanto em itens do vestuário. Referências nas roupas masculinas para compor os looks femininos são mais do que recorrentes, basta lembrar da calça boyfriend, das várias versões já criadas do smoking criado por Yves Saint Laurent em 1966 para as mulheres (fotos acima), as calças femininas de alfaiataria com corte masculino, a coleção masculina de inverno 2008/09 da Prada, cheia de conotações femininas (sempre uma referência para mim no quesito das coleções que “brincam” com as questões de gênero), os sapatos oxford e tantas outras, são apenas alguns dos exemplos que ilustram isso.Talvez a moda nunca misturou tanto ícones tradicionalmente masculinos para compor looks femininos e vice-versa.

Mudando o foco para as campanhas e os edioriais de moda, sempre é possível se ver ótimosexemplos da temática andrógina send explorada. Para exemplificar, recentemente a nova campanha da FIASCO Magazine fotografada por Jesse Laitinen e intitulada de “BOYS BOYS BOYS IN ROOM 123” (fotos abaixo), explora muito bem a questão da androginia na moda colocando meninos, plumas, rendas e muito salto alto em um editorial só.

E nesse mergulho pelo mundo da androginia, não se pode deixar de citar a aparência dos modelos, tanto dos homens quanto das mulheres, representando um outro desdobramento da questão. Neste ponto encontramos um dos tops mais requisitados no cenário fashion atualmente. Trata-se de Andrej Pejic e sua beleza feminina.

Com apenas 18 anos Andrej Pejic já causa muita polêmica por ter um rosto super afeminado e confundir muitas vezes com uma mulher. O seu début aconteceu em julho de 2010 na fashion week de Paris. Desde então, ele ilustrou as edições japonesa, italiana, turca e francesa da Vogue, e consta como o número 16o no ranking do Models.com. Mas o modelo não quer ser conhecido pela polêmica, como disse ao Daily Best, mas como um símbolo da transformação nas imagens de moda, em que a diferença entre atitudes masculinas e femininas não importa tanto.

 

O modelo na capa (junho/2011) e em editorial (maio/2011) da L’Officiel Magazine

Andrej Pejic nas passarelas de Jean Paul Gaultier (S/S 2012) e aqui no Brasil, durante a última

edição do Fashion Rio, desfilando para a Auslander.

Fotos: Reprodução

Amy Winehouse: morre a artista, fica o mito e seu legado para a moda

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Não é qualquer um que consegue arrancar um elogio de alguém como Karl Lagerfeld, o sisudo kaiser da moda e diretor criativo datoda poderosa Chanel, mas Amy Winehouse conseguiu a façanha e não só caiu nas graças do estilista como foi a fonte de inspiração para a coleção de pré-fall 2007/2008 da maison, intitulada de Paris-London. Além do sucesso entre as grifes lá d efora, aqui no Brasil ela inspirou a coleção de inverno/2009 da Triton.

Com seu estilo retrô, bem cinquentinha, cabelão de diva, olhos super marcados por delineador e a voz única, Amy alcançou, sem dúvida, além do posto de uma das maiores cantoras deste século, o de musa fashion. A garota problema sempre envolvida em escândalos e muita polêmica, dona de um estilo único, se tornou a última moda (ver o post publicado aqui no blog sobre as influências de Amy no mundo da moda).

O título de “ícone fashion” dado a ela por Karl Lagerfeld se deveu justamente ao estilo da cantora, com fortes influências das estéticas predominantes nos anos 50/60 e que foi reproduzido, e muito, em editoriais de moda ao redor do mundo. No campo da estética a artista influenciou meninas em diversos países e se tornou também hit em tutoriais de maquiagem e penteados.

Por tudo isso, Amy Winehouse entrou para a lista dos músicos que influenciaram a moda de forma profunda. A morte da cantora no último sábado (23.07) aos 27 anos de idade de forma tão brusca é lamentável. Seu talento deixa um espaço que dificilmente será preenchido, tanto na música quanto na moda.

A coleção de pre-fall 2007/2008 da Chanel fortemente influenciada pelo estilo de Amy Winehouse

Para relembrar (sempre!) um dos maiores sucessos da diva: Rehab

Imagem e Vídeos: Reprodução