O menos é mais e vice-versa

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O maximalismo de John Galliano (à esquerda) e o minimalismo de Phillip Lim (à direita): tendências

 

Lendo a versão online da Elle Brasil me deliciei com um dos textos da jornalista Renata Piza para a coluna semanal “Papo Fashion” que trata exatamente de uma questão bastante recorrente no mundo da moda: as coleções que primam pelos excessos e aquelas que, ao contrário, valorizam o minimal. É claro que opinar por uma dessas idéias ou pela outra tem muito a ver, também, com o gosto pessoal. Confesso que não possuo uma opinião formada acerca de apenas um desses lados. Quando o excesso de informação de moda aparace bem dosado em uma coleção o resultado é sempre bem interessante, mas o contrário também o é. Tudo depende do momento, do público que se pretende atingir e da idéia/conceito que o estilista pretende expressar.

Se a vida moderna favorece os extremos, como citou Renata Piza, eu confesso que tenho lá algumas dúvidas acerca, afinal a tal “modern life”, onde o tempo parece ser cada vez mais rápido, às vezes chega a exigir uma boa dose de minimalismo até mesmo na hora de nos vestirmos. Contudo, penso também que a vida seria bem sem graça se não houvesse uma boa dose de ousadia e (por que não?) de exagero nos looks. Se aprecio as “loucuras” promovidas pelas produções de Lady Gaga e Anna Dello Russo, por exemplo, é sempre bom ver que tais produções podem existir também nos armários e closets de pessoas comuns, de fora do círculo fechadíssimo das estrelas do mundo pop e das top editoras de moda.

Mas o que toda essa minha divagação quer dizer? Aonde pretendo chegar?!? Ora, a moda está sempre a nos brindar com dilemas e a questão do minimalismo versus maximalismo não vem de hoje. Então buscar o meio termo entre essas duas correntes seria a solução? Não sei e também não defendo que se deva ir atrás de um meio termo. Na verdade, tudo tem a ver com tendências. E falando em tendências o mínimalismo e o maximalismo são duas delas, muito bem exploradas por sinal nas últimas temporadas internacionais de moda (que o diga a Paris FW!).

Por fim, sem exaltar um e rebaixar outra, essas tendências existem pata atender aos gostos de cada um. O importante, acima de tudo, é saber usar o bom senso e se apropriar da moda ao nosso favor. Nem todo mundo tem estilo e ousadia suficientes para sair por aí com uma produção exagerada à Anna Dello Russo que pode e é bastante divertida, mas que se mal pensada pode acabar com o look. Da mesma forma, não se pode pecar pelo excesso de simplicidade, pois o resultado será uma produção sem graça e com o risco de ser tachada de sem inspiração. A solução, como já dito antes, é e sempre será apenas uma: BOM SENSO!

Sobre L. Borges

Blogueiro ligado em moda e estilo e jornalista nas horas vagas (RSSSSS). A idéia de criar e manter um blog de moda, O "The Fashion View" remete a um projeto da época do curso de jornalismo na faculdade de comunicação social e através dele tenho um canal através do qual posso expressar, livre e independentemente, minhas idéias e impressões acerca de diversos assuntos relacionados ao universo da MODA e que são de meu interesse. Como profissional especializado no meio, vejo e admiro a moda como uma forma incrível de comunicação não verbal que, no atual contexto da chamada pós-modernidade, tornou-se mais do que nunca capaz de revelar gostos, sensações, sexualidade, atitude, personalidade, poder, enfim, a nossa própria identidade, afinal, quem foi que disse que moda diz respeito apenas a roupas e a futilidades?!?

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