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Lea T, maravilhosamente linda na capa da Elle Brasil, dezembro/2011

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A repercussão da capa da Elle Brasil deste mês de dezembro está enorme e o motivo é um só: a modelo Lea T. Sucesso aqui dentro do país e também lá fora, o que não faltam são comentários acerca de mais este trabalho da top.

Elogiadíssima, Lea T aparece na capa da Elle de dezembro, sem apelações e preconceitos quanto a sua condição sexual e  com o mesmo bom gosto e sofisticação com que todas as outras tops que são clicadas para a capa da publicação aparecem. Parabêns à nossa Elle por esta brilhante idéia!

Reflexões sobre o inverno/2011

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Editorial publicado na Vogue Japão, agosto/2011 e o clima sombrio e sexy

As edições de agosto das publicações de moda internacionais já estão começando a dar pinta pela net e nelas já é possível ter uma idéia de como vai ser tratado o inverno/2011. Separei aqui algumas das que mais me agradaram, entre as quais as Vogue Paris, Alemã e Italia.

É possível notar nessas publicações um certo ar sombrio e sexy bem colocado nas imagens. Nada a ver com apelação e excessos, mas tudo a ver com bom gosto e um excelente trabalho de styling, além do próprio clima pesado que dominou a última temporada internacional de moda, sobretudo em Paris. Ilustrando isso vale citar as coleções da Givenchy, Louis Vuitton e Miu Miu e , sobretudo as duas primeiras, nas quais eu destaco a pegada fetichista presente no jogo de mostra e esconde a partir do uso de transparências estrategicamente usadas em detalhes como vimos em alguns looks das coleções daquelas grifes. Ressalto também o aspecto austero, duro e, de certa forma, masculina, em algumas das criações  da Givenchy e Louis Vuitton.

Looks das coleções de inverno/11 da Givenchy (à esquerda) e Louis Vuitton (à direita).

Transparências e couro em um interessante e sexy jogo fetichista

Desfile da coleção de inverno/11 da Louis Vuitton em Paris

Se é verdade que a moda reflete os tempos atuais, é de se compreender o fato de ela não andar assim tão glamourosa, mesmo com o recrudescimento do comércio de artigos de luxo pós crise econômica mundial de 2008, como citam alguns estudos. Mas também, para que pensar em glamour em tempos tão conturbados como os nossos, onde ditaduras de muitas décadas estão sendo destronadas do dia para a noite no Oriente Médio e onde gênios da moda como Galliano caem em desgraça por seus excessos de auto-confiança e pileques?

Não é possível afirmar que tenha sido exatamente pelos motivos expostos acima que a última temporada foi assim tão única, apontando uma possível mudança na moda que de fato não ocorreu, tendo sido apenas sugerida pelos designers nas passarelas. Isso fica de certa forma bem clara quando nos remetemos à Balenciaga de outros tempos e suas formas estruturadas como armaduras, feitas para proteger quem as usasse das instabilidades e dúvidas que permeiam nossa realidade e imaginário na atualidade.

Editorial da Vogue Paris, agosto/2011: boas doses de austeridade e sensualidade

De forma deliciosamente irônica e até com boa dose de crítica, quem de certa forma conseguiu dar umas das mais interessantes interpretações acerca dos dias atuais foi Marc Jacobs na apresentação de sua coleção de inverno/2011. As modelos desfilando com chapéus amarrados por faixas na cabeça, a trilha sonora (Beautiful People, de Marilyn Manson) e o cenário (passarela toda espelhada com colunas alcochoadas em branco), espetacular!

Passando para Milão, se vimos uma grife de peso como a Prada desfilando todos os desejos consumistas femininos (animal prints, tons pastel, peles etc) em uma coleção delicada, cheia de frescor e naturalidade, de outro tivemos estilistas mais interessados em mostrar a dura realidade. À Prada coube a árdua, porém grata tarefa de nos fazer sonhar com um mundo a parte (thanks Miuccia!).

Editorial publicado na Vogue Italia, agosto/2011

Claudia Shiffer com ares de dominatrix em editorial da Vogue Alemã, agosto/2011

A procura por relações (nem sempre óbvias) entre a moda e a realidade é sempre uma tarefa árdua. Em tempos onde a velocidade domina tudo (até nossa forma de ver o mundo), não se deve esperar por novidades. Mais do que nunca a máxima que diz que “nada se cria e tudo se copia” tem feito sentido se aplicada a moda. Então, recriar, dar um novo enfoque àquilo que já fora desfilado em temporadas passadas continua valendo. Se o comprimento de uma saia ou de um vestido está maior agora é porque certamente esteve curto anteriormente, o que não significa dizer que houve uma necessidade imediata de se estabelecer um retorno aos looks mais comportados.

Contudo, para comprovar que nem tudo está perdido, Karl Lagerfeld conseguiu magistralmente traduzir os tempos atuais e os sentimentos. Ao levar para a passarela uma Chanel que desfilou em meio a um cenário sombrio e empoeirado, o kaiser expressou exatamente aquilo que ele afirmou: “o mundo é um lugar sombrio”. É sim monsieur Lagerfeld, o mundo é, ou melhor, tornou-se um lugar sombrio…

Imagens e vídeo: Reprodução

Vogue Italia outubro/2010: full red!

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A Vogue Italia deste mês apostou em um look full red para ilustrar a sua capa. As roupas são todas assinadas por Giorgio Armani para vestir a top Mariacarla Boscono, com styling assinado por Panos Yiapanis e devidamente registrada através das lentes incríveis de Steven Meisel.

É mais uma capa com poucos anúncios sobre o recheio e onde a imagem fala muito mais do que os textos, características marcantes da Vogue italiana por sinal.

Foto: Reprodução