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Maria Antonieta repaginada na Vogue US de abril/2012

Maria Antonieta repaginada na Vogue US de abril/2012

A eterna top Kate Moss é a estrela de um ensaio fotográfico especial para a edição de abril da Vogue norte-americana. A modelo inglesa posou para as lentes de Tim Walker, um dos mais queridos fotógrafos das modelos internacionais, encarnando a figura da lendária Maria Antonieta, só que repaginada para os dias atuais, mas sem perder características marcantes da nobre da corte francesa do século XVIII.

Aliás, o clima de ostentação e de alto luxo, marcantes da nobreza daquela época, foi bem trabalhado tanto nos looks que Kate Moss usa para as fotos, quanto com relação à locação escolhida para o ensaio, nada mais e nada menos que o pomposo Hotel Ritz, em Paris, e suas suítes decoradas no estilo realeza.

Quanto aos looks, Kate foi clicada usando haute couture Valentino, Chanel, Christian Dior, Alexis Mabille, Alexander McQueen, Givenchy, Balenciaga, Armani Prive e Giambattista Valli. O styling ficou a cargo de Grace Coddington.

Abaixo algumas imagens do ensaio:

Moda, arte e suas relações íntimas

Moda, arte e suas relações íntimas

Eu já escrevi um post aqui no blog onde discorri brevemente sobre as relações íntimas que existem entre a moda e as artes plásticas. Essa relação já vem de longe e continuam a pontuar as coleções. Exemplificando esse relacionamento, as últimas coleções de verão internacionais desfiladas recentemente, são uma boa demonstração disso.

Estampas que parecem ter sido copiadas de pinturas famosas, chamam a atenção por sua beleza e seu impacto, tanto visual quanto emocional, semelhante ao que as obras de arte causam nas pessoas. A fonte de inspiração dos designers de moda é, na maioria das vezes, algo bem pessoal e pinturas e fotografias podem dar vida a cartelas de cores que variam do pastel ao chocante, como visto em coleções de Primavera/Verão 2012 da Semana de Moda de Londres, com ênfase nas criações da estilista Mary Katrantzou, que para mim é a que melhor exemplifica essa relação (fotos abaixo).

Além de Katrantzou, outros designers/grifes que merecem ser citados por conseguirem através de seus trabalhos exemplificar nitidamente a relação entre moda e artes plásticas, são a Balenciaga e Alexander McQueen.

No caso da Balenciaga, essa relação se mostrou bem evidente na coleção de verão/2008, na qual as estampas dos modelos floridos remetiam às pinturas impressionistas de mestres como Monet e Renoir.

Alexander McQueen, merece ser citado pelo uso que fez da arte, sobretudo das pinturas multidimensionais para compor a estamparia dos looks de sua inesquecível coleção Platos Atlantis, em outubro/2009, elevada à vanguarda da moda.

Vamos ver alguns exemplos disso nas imagens abaixo?

Vestido da coleção de verão/2008 da Balenciaga e a inspiração na pintura impressionista aqui representada pela tela Water-Lilies, de Monet.

Look da coleção de verão/2009 de Alexander McQueen e a arte multidimensional do pintor Rassouli e sua tela Silent Echos.

Imagens: Reprodução

Uma verdadeira profusão de grifes no novo clipe de Beyoncé

Uma verdadeira profusão de grifes no novo clipe de Beyoncé

 

Uma verdadeira profusão de marcas bombadas do planeta fashion, é o que se pode (também) dizer do clipe de “Run the world (girls)” de Beyoncé. A cantora veste seis vestidos, sendo dois deles de alta-costura. Os looks são assinados por grifes como Givenchy, Jean Paul Gaultier, Emilio Pucci, Alexander McQueen e Gareth Pugh.

Se para a cantora quem manda no mundo são as mulheres, certamente acerca da sua visão é possível inferir que elas o fazem usando roupas de grifes estreladas mundialmente, ou então, se quisermos divagar um pouco mais sobre a questão, as mulheres ao mandarem no mundo, bucam conseguir tal intento se apropriando de marcas luxuosas que irão criar a imagem que elas (as mulheres) pretender passar de si mesmas para os demais.

The look: acertos e deslizes no baile do MET 2011

The look: acertos e deslizes no baile do MET 2011

O baile do MET é sempre O EVENTO de moda onde todo mundo procura caprichar na produção. A festa deste ano teve em sua programação a exposição “Savage Beauty” que celebra a obra de Alexander McQueen. Somado ao sucesso e à repercussão que o nome de sua grife teve ao assinar o vestido de noiva do casamento real, o designer foi certamente um dos mais festejados no evento. Um grande número de celebridades vestiram looks assinados pela maison McQueen, cada qual ao seu estilo.

 

Entre as convidadas de peso do baile deste ano, destaque para a top editora chefe da Vogue Nippon, Anna Dello Russo, que se produziu da cabeça aos pés com peças assinadas pela marca Alexander McQueen. Como as produções de Dello Russo têm sempre o estilo marcante e ultra fashion da editora, ela procurou deixar a sua marca pessoal no acessório da cabeça, usando mais um daqueles chapéus que só mesmo ela costuma ostentar.

Como em todo evento sempre há quem exagere e dê aqueles escorregões na produção, no baile do MET não foi diferente. A cantora Beyoncé Knowles, que é chegada em um look provocante de gosto duvidoso, deu mais uma demonstração disso. Com um vestido assinado por Emilio Pucci, estilo sereia, mega colado ao corpo e com decote abusado, a diva pop exagerou do direito de chamar a atenção. A impressão que ficou é que se Beyoncé desse um espirro o vestido todo iria pelos ares…

Quer ver o que os demais convidados usaram na festa? O sempre bombado portal Style.com te mostra tudo!

Fotos: Reprodução

Alexander McQueen: Savage Beauty

Alexander McQueen: Savage Beauty

Gótico, exótico, nacionalista ou primitivo, mas um eterno romântico: uma imponente retrospectiva dedicada a Alexander McQueen, estilista de talento e criatividade inquestionáveis e que morreu ano passado (reveja a homenagem feita para ele aqui no blog), será inaugurada nesta segunda-feira (02/05) no Metropolitan Museum of Art em Nova York. Intitulada “Alexander McQueen: Savage Beauty“  a exposição conta com cerca de 100 looks e 70 acessórios de McQueen, criados ao longo de seus 19 anos de carreira, desde suas criações da época da graduação pela Saint Martins College of Art and Design, em 1992, até suas últimas criações apresentadas em desfile após sua morte, em fevereiro de 2010.

Com sua fascinação pelo macabro, o grotesco e o sublime, Alexander McQueen era nada menos que um grande artista, e está no lugar certo: no museu“, declarou Andrew Bolton, curador da mostra. A exposição é dividida em seis ambientes: “A mente romântica”, “Gótico romântico e gabinete de curiosidades”, “Nacionalismo romântico”, “Exotismo romântico”, “Primitivismo romântico” e “Naturalismo romântico”.

McQueen, que morreu em 11 de fevereiro de 2010, aos 40 anos, 19 dedicados a uma carreira fenomenal, era adepto de desfiles extravagantes e os organizadores da mostra quiseram reforçar esse aspecto. Frases ditas pelo estilista, tais como ”Tem que se conhecer as regras para transgredi-las, e para isso estou aqui, para romper com as regras dentro do respeito e da tradição“, decoram as paredes das várias salas onde estão expostos cerca de cem modelos e outros tantos acessórios, com uma decoração escura coberta de espelhos e forro cinza. A música ambiente lembra o vento soprando em um bosque, entremeado por suspiros eróticos de um casal. Um ventilador levanta uma saia de seda, os manequins estão cobertos por máscaras, plumas ou capacetes de esgrima. Todo esse clima remete a uma relação com a mente complexa e por vezes obscura de onde surgiam as criações maravilhosas de McQueen.

McQueen sentia atração pelo macabro, como mostra um paletó escrito “Jack o estripador espreita suas vítimas“, apresentado em 1992 no famoso colégio St. Martins, de Londres. “A morte faz parte da vida. É triste, melancólica e romântica também. Tudo tem um fim“, escreveu o estilista. Os acessórios exibidos também reforçam o enfoque macabro do designer. “Eu gosto dos acessórios principalmente por seu aspecto sadomasoquista“, está escrito em uma das paredes.

A exposição fica em cartaz até 31 de julho/2011 no museu Metropolitan, em Nova York e é sem dúvida imperdível para todos aqueles que, além de adimirarem o trabalho de McQueen, são também apaixonados por moda e por todas as significações que a mesma confere ao vestuário, aos acessórios e a maneira como as roupas são criadas, bem como sobre a forma como cada um de nós se apropria das mesmas para expressarmos nossa individualidade.

 

Fotos: Reprodução

Lady Gaga para a Vogue US março/2011

Lady Gaga para a Vogue US março/2011

Enfim sairam as fotos antecipadas da capa e do recheio da Vogue US de março/2011 com Lady Gaga. Em clics assinados por Mario Testino, Gaga aparece usando uma peruca cor de rosa e vestindo looks que vão das jaquetas de couro à alta-costura, incluindo vestidos da coleção de verão/2011 de Alexander McQueen.

Mais uma vez Gaga arrasa e eu já estava sentindo mesmo falta de vê-la nas páginas das publicações de moda. Mesmo envolvida com seu novo álbum ela voltou à cena fashion e em grande estilo.

 

Fotos: Reprodução