Um mundo pós-apocalíptico, onde o homem precisa sobreviver contra a fúria da natureza e, ainda assim, continuar vestido. Ainda que com todas as intempéries, o estilo não deve ser perdido. Com roupas que protegem e são até agressivas em seus cortes e acabamentos, esbanjado inventividades fashionistas em verdadeiras armaduras pós-modernas. Foi desta forma, dramática e poética, que Alexandre Hercovitch pensou no homem de sua coleção inverno/2011 apresentada no SPFW.
Jaquetas e casacos que mais lembram uniformes confeccionadas em tecidos tecnológicos como o nylon teflonado e tyvek (em várias texturas) brilham e protegem da chuva, do vento, do fogo… Há uma virilidade latente neste homem sobrevivente. Ele se move com agilidade em mundo destruído e ao se vestir recorre às formas amplas e confortáveis. O trabalho da alfaiataria não foi esquecido nesta coleção, o cetim pesado e envelhecido, o cashmere e até mesmo o couro e o piton (couro de cobra, que surge nos calçados e nas luvas) apareceram na passarela. Nos pés, claro, calçados mais utilitários e protetores e assim, não poderiam ficar de fora os abotinados e os coturnos.
Para terminar, os vestidos (que mais têm cara de túnica masculina) em lã pesada completam o tom ousado e, ao mesmo tempo, viril que Herchcovitch sabe dar às suas coleções masculinas, mais uma vez encantando a platéia e se mantendo entre os grandes nomes da moda brasileira (e internacional também!).
Fotos: Reprodução











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